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32 AutoData Novembro 2017 Energia Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul, SP, mostrou que essa relação pode chegar a 75%, tor- nando o combustível derivado da cana-de-açúcar mais atraente ainda. A diferença, deve-se, segundo o IMT, ao fato de os testes terem sido feitos na rua, em condições mais realistas, e não em laboratório. Vale observar que o estudo teve o apoio da Unica. Voltando para a China: há dúvi- das, apesar de todo o esforço espe- rado, se o país será autossuficiente para encher com E10 o tanque de sua nababesca frota no prazo desejado, até 2020. Palasio, da Bosch, levanta essa dúvida. “Não basta o exceden- te de milho. É preciso transformá-lo em etanol”. CHANCE BRASILEIRA – Segundo ele até que as 36 novas usinas fiquem prontas é possível que haja uma de- manda para a importação de etanol: “A pergunta é: quando eles conse- guirão se tornar independentes? En- quanto isso, o Brasil pode disputar essa oportunidade. Isso se nossas usi- nas estiverem bem, porque hoje esta- mos importando um pouco de etanol dos Estados Unidos...”. A recuperação do setor no Brasil passa pelo RenovaBio, uma política de Estado lançada pelo governo para traçar um grande projeto para o setor, pontua Elizabeth Farina: “É uma grande opor- tunidade de revalorização dos biocom- bustíveis, em particular do etanol. Pode destravar investimentos em aumento de capacidade, mas não imediatamen- te, pois a perspectiva é de longo prazo”. Seja como for, Tanq, o presidente do CCIBC, admite a possibilidade de o Brasil ser procurado para encher o tanque dos carros chineses. E não apenas devido ao tempo de constru- ção das usinas, mas porque acredita que o governo chinês deve subir para além dos 10% a mistura de etanol na gasolina: “Se quiserem realmente combater a poluição precisarão fa- zer isso. E se tiverem abastecimento, local ou importado, isso realmente pode acontecer”. De acordo com executivo, a China importaria o caldo da cana-de-açú- car concentrado, sem água, para ser transformado em etanol lá. Palasio, da Bosch, empresa pionei- ra no desenvolvimento da tecnologia flex, recorda que mistura de até 10% de etanol na gasolina não requer mudanças tecnológicas ou de mate- rial no motor. “Já foram feitos estu- dos aprofundados na Europa antes de adotarem o E10”, diz, referindo- -se justamente ao aumento de 1% para 10% de etanol na gasolina no continente. Agora, se o blend de etanol passar dos 15%, tornando a mistura mais corrosiva, partes do motor precisa- riam ser modificadas. E as empresas brasileiras, espe- cialistas no assunto, poderiam ser acionadas por seus braços na China para auxiliar nas mudanças. Afinal de contas nossa gasolina tem 27% de etanol e, mais do que isso, nos- sos carros flex estão prontos para rodar com qualquer mistura gaso- lina-etanol. A mistura de 10% de etanol na gasolina não requer mudanças tecnológicas no motor. Acima desse volume, isso pode mudar Marcos Palasio, gerente de produtos da Bosch Divulgação/Bosch

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