AD 340
47 Dezembro 2017 AutoData Para o diretor-geral da companhia, Francisco Gomes Neto, alguns pon- tos estão sendo fundamentais neste processo de recuperação. Um deles é o contínuo foco nas exportações, que apresentaram desempenho altamente positivo e amenizaram as perdas do mercado interno. Até setembro passa- do, elas avançaram 2,2% sobre igual período de 2016, somando R$ 662,8 milhões. “Foi uma retomada difícil, com dezenas de funcionários viajan- do de forma sistemática a diferentes países na recuperação de antigos clien- tes e prospecção de novos”, destacou. A área de exportações foi redesenhada – passou a atuar com representantes por região e não mais com diretoria es- pecífica para todos os mercados. Visando ganhos de eficiência e pro- dutividade, aumento da segurança e redução de retrabalhos, a Marcopolo adotou a metodologia lean em suas fá- bricas. De acordo com Gomes Neto, no cargo desde junho de 2015, as medidas incorporadas já resultaram em redução de 70% no número de acidentes de tra- balho e de 40% em pontos de deméri- to na qualidade, além do aumento de 10% na produtividade. “Aprendemos muito com a crise, por isso, continua- remos cada vez mais focados nas es- tratégias de aumento da eficiência e de racionalização dos custos. Não dá para se acomodar”, enfatizou. A política da Marcopolo é de es- tender as estratégias usadas no Brasil para as demais operações no exterior. Algumas, como México e Colômbia, já estão em fase de implantação. Índia e Austrália começam a dar os primeiros passos. “A filosofia foi muito bemaceita nas unidades do Brasil, os funcionários compreenderam as motivações e têm participado ativamente das ações para a melhoria contínua”, salientou. SITUAÇÕES CRÍTICAS – Além das dificuldades decorrentes do mercado em baixa, a Marcopolo precisou supe- rar duas situações críticas. Em junho de 2017, a morte de seu fundador e presi- dente emérito, Paulo Bellini; em setem- bro, a destruição, por um incêndio, da unidade de fabricação de componen- tes plásticos, que impôs uma parada de 15 dias na produção de ônibus, num momento em que a montadora passa- va por crescimento nas vendas. O incêndio forçou antecipação de ações, como a ocupação de espaços ociosos na planta industrial da Neobus. Um dos pavilhões está sendo prepara- do para receber a unidade de compo- nentes, sem que isto comprometa a decisão de desativar a planta do Bairro Planalto e transferir para o parque da Neobus a produção dos modelos Vola- re e de micro-ônibus. A área da antiga planta, com mais de 60 anos, deverá ser vendida no futuro. De acordo com o Gomes Neto, a empresa segue investindo no desen- volvimento de novos produtos. Neste ano, lançou o Torino S (Soluzione), que traz soluções para deixar a manutenção e operação com custos menores, sem comprometer a qualidade das opera- ções. O modelo é produzido na planta de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, que concentra a produção da maioria das unidades de urbanos da marca. Foi uma retomada difícil, com funcionários viajando sistematicamente para recuperar antigos clientes e prospectar novos
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