AD 343
22 Abril 2018 | AutoData ENSAIOS 2025 » CONSUMIDOR DO FUTURO rodas, do que brigar pela preferência do cliente por um ou pelo outro – o que seria certamente golpe mortal para a indústria automotiva. Assim o que mais se vê hoje são gadgets a bordo, como funcionamento do celular junto à central multimídia, carre- gamento de bateria de smartphones por indução, abertura de portas pelo celular e tantos outros que virão. Isso demonstra o quanto a indústria sabe se adaptar e tornar sempre seu pro- duto desejável e atraente, reavivando o desejo de se ter umcarro. Inclusive e, prin- cipalmente, para a nova geração. É exatamente nesse ponto que reside o que será certamente a maior revolução daqui a 2025: não será no carro em si, mes- mo que novas tecnologias como híbridos, elétricos e até autônomos venham a dar as caras, mas sim na forma de comprar e vender carros. Essa será amaiormudança, disparado. Pois é ela que fará com que as pessoas continuem, sim, a querer carros e, portanto, a comprá-los. Definitivamente muitas pessoas físicas ainda comprarão carros em2025, sim, mas principalmente porque o jeito de comprar e vender carros vai mudar brutalmente. E isso não ocorrerá daqui para frente: já está acontecendo. Uma pesquisa encomendada pelo Fa- cebook com218 brasileiros de 18 a 65 anos que efetivamente pretendiamcomprar car- ros mostrou expectativas e preferências deles neste processo. Nadamenos de 98% usaram o Facebook ou o Instagram nesta trajetória, quase sempre pelo celular, sendo que em um terço dos casos essas foram as únicas plataformas de contato com os vendedores. Para o Facebook o caminho atual para a venda de automóveis pode ser definido como “uma estrada curta porém sinuosa”. Apesquisa conclui que os brasileiros usam o celular em toda a jornada de compra de automóveis – do início ao fim do processo de compra essas pessoas acessaramo Fa- cebook e o Instagram488 vezes, gastando 52,5 horas nas duas plataformas. Mais: a internet foi usada por estas pes- soas para avaliar diversos fatores que en- volviam a compra, direta e indiretamente, como valor de seguro e alternativa por um veículo seminovo, por exemplo. Além dis- so foram pesquisados on-line, em média, modelos 0 KM de cinco marcas. Esse caminho, é óbvio, encurtou o pro- cesso off-line em favor do on-line. “Antes o cliente tinha de peregrinar de concessio- nária em concessionária, avaliar as carac- terísticas técnicas, discutir preço, condição de pagamento etc. Hoje ele já chega à loja com tudo isso praticamente resolvido”, afir- ma Ciaco , da FCA. Greco, da Ford, acrescenta que há dez anos umcliente visitava, emmédia, quatro concessionárias antes de fechar o negócio. Hoje essa média caiu para 1,65. O que ocorre atualmente é que os pro- cessos on-line e off-line ainda estão em mundos muito distantes – uma concessio- nária nos dias atuais funciona praticamente nos mesmos moldes e parâmetros de 50 anos atrás. Esse elo será o principal alvo da mudança. CAMINHONAUTA A própria Fenabrave, associação dos distribuidores, reconhece que o papel da concessionária vai – e precisa –mudar. Seu presidente, Alarico Assumpção Jr., consi- dera que “amaneira de vender terá que ser diferente. Atualmente o cliente já monta o carro que quer no configurador do site da fabricante e manda entregar em casa”. Para o dirigente a partir domomento em que essas mudanças profundas começa- rem efetivamente a acontecer o processo será razoavelmente rápido. “O que fizemos emcemanos vamos fazer emdez. E o que fizemos em dez vamos fazer em um.” Ele nãovê, entretanto, um risco do papel do concessionário simplesmente deixar de existir, com a fábrica ocupando todos os espaços hoje em mãos dos distribui- dores. “Dentista é dentista e açougueiro é açougueiro. Não dá para um fazer o papel do outro. A modalidade de vendas prova- velmente vai mudar, deveremos ter mais venda direta e por internet. Mas mesmo que mude o tipo de cliente o veículo será colocado ali e precisará de assistência. E Divulgação/FCA
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