AD 343
27 AutoData | Abril 2018 Alémdisso no fimdemarço a fabricante lançou no Brasil o FordPass, aplicativo para celular que pode ser utilizado inclusive por quem não tem um carro da marca. São oferecidos serviços como localização e comparação de preços de postos de com- bustível, estacionamentos, pesquisa de pontos de interesse como restaurantes, entretenimento e saúde e, é claro, acesso à assistência 24 horas da marca e agenda- mento online de serviços nos distribuidores. AFCApor sua vez não fica para trás: por meio do site My Fiat o cliente pode fazer o processo inteiro de compra totalmente pela internet e receber o carro emcasa. Na prática a venda é feita pela concessionária, mas a intermediação completa é da própria FCA, que temumdepartamento exclusivo dedicado ao atendimento digital ao cliente interessado. Ciaco lembra que a companhia já fez diversas experiências envolvendo mode- los de renovação do processo de vendas, como o Fiat Store, em2013, no qual o clien- te tinha à disposição um tour virtual em tempo real em vídeo. “Precisamos testar para ver o que funciona. E nem sempre o que funciona para a Fiat necessariamente vai funcionar para os outros.” É O MODELO Obviamente a mudança não se con- centrará apenas no formato de compra e venda propriamente dito: todo o modelo de negócios terá que se adaptar à nova realidade de 2025, que já bate à porta. Segundo estudo global da consultoria McKinsey hoje 73% do faturamento das fabricantes do setor automotivo está con- centrado emvenda pura e simples de veí- culos commotor de combustão interna ou híbridos, no formato tradicional, via rede de distribuição. Até 2030, porém, esse índice deve cair para 40%. Pior: o aftermarket, dono de 25% hoje, vai cair para 19%. Adiferença, de impressionantes 41%, de- verá ser coberta por novos negócios como veículos autônomos e elétricos, com 10%, aftermarket para este segmento, 1%, ser- viços de compartilhamento, 7%, operação de frotas, 13%, e serviços digitais e correla- tos, 10%. Hoje, somados, todos estes itens representam 2% do total do faturamento. Como se vê toda a lógica dos negócios terá que passar por uma profunda transfor- mação, que a McKinsey chama simples- mente de disruptiva – e não parece haver melhor definição, de fato. Melhor exemplo: no fim de março as arqui-rivais alemãs BMWe Daimler assina- ram acordo para oferecer conjuntamente serviços demobilidade como compartilha- mento, táxi personalizado, estacionamento, recarga e outros. Pasme: em comunicado conjunto, consideraram que a iniciativa irá “colaborar para um deslocamento mais inteligente e com menor quantidade de veículos nas ruas (!!!!!)”. É assim, amigo: atender os anseios e desejos do consumidor do futuro tornará insignificante a questão de ter ou não ter um carro. O caso é que a indústria vai se trans- formar para que o carro continue presente na vida das pessoas, inclusive... jovens. Arqui-rivais, BMW e Daimler se uniram para oferecer serviços de mobilidade, o que, para elas, ajudará a diminuir o número de carros nas ruas. Sim, é isso mesmo.
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