AD 343

40 Abril 2018 | AutoData MERCADO » CAMINHÕES A s nuvens negras com raios e tem- pestades ficaram para trás. À frente da cabine os executivos domercado brasileiro de caminhões ainda en- xergam algumas nuvens no céu e buracos na estrada, mas eles são insuficientes para tirar o otimismo do segmento quanto às perspectivas que se desenham. O resultado do primeiro bimestre trou- xe números animadores: crescimento de 54,7% nos licenciamentos de caminhões, para 8,6 mil unidades, com alguns seg- mentos superando em mais de 80% os volumes de vendas dos primeiros dois me- ses do ano passado, como o de pesados. O desempenho ficou bemacima, inclu- sive, das projeções da Anfavea para o ano, alta de 24,7% que levaria o setor a 79,5 mil unidades vendidas de veículos comerciais em 2018 – somados chassis de ônibus e caminhões. Isolado, o segmento de ca- minhões, estima a associação, cresceria os mesmos 24,7%, para algo em torno de 63 mil unidades. A comparação do primeiro bimestre, Por André Barros Carga de otimismo Após um bom começo de ano a indústria de caminhões acredita que a crise no setor ficou para trás: expectativa já é crescer acima da projeção da Anfavea. porém, se dá sobre uma base extrema- mente baixa, ressalva feita por todos os executivos consultados. De janeiro a fe- vereiro do ano passado foram licencia- dos 5,6 mil caminhões, volume mais baixo dos últimos dez anos – de acordo com a Anfavea neste período o setor registrou média de 16,5 mil caminhões vendidos no primeiro bimestre. O resultado de 2018 ainda é, portanto, metade do índice médio de 2008 a 2017. De todo modo fazia tempo que a in- dústria de caminhões não demonstrava tanto otimismo. “A Fenatran foi um mar- co”, assegura Oswaldo Ramos, diretor de vendas, marketing e serviços da operação de caminhões da Ford, citando a última edição do Salão Internacional do Trans- porte Rodoviário de Cargas, realizada no

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