AD 343
42 Abril 2018 | AutoData MERCADO » CAMINHÕES mais postergar, até porque começa a des- valorizar o patrimônio.” Diante dos pedidos, consultas e conta- tos que ajudam a desenhar o cenário para os próximos meses, a projeção oficial da Anfavea, divulgada no começo do ano, ficou pequena. 30% ALTO Bernardo Fedalto, diretor comercial de caminhões da Volvo, já arrisca algo superior a 30% nas fatias de mercado em que a fabricante compete – pesados e semipesados. “Passado esse primeiro trimestre fica- mos mais otimistas e podemos dizer que teremos um crescimento na faixa dos 30% alto, desde que mantidas as condições atuais.” Barral, da Scania, acredita também em alta na casa dos 30% no segmento de pesados, assim como Leoncini, da Mercedes-Benz – com a diferença que a projeção do executivo da companhia de origem alemã envolve todos os seg- mentos, de leves a pesados. “Chegar a setenta mil caminhões vendidos no ano não é muito fora da curva.” Ramos, da Ford, e Alouche, da MAN, preferem ainda trabalhar com o número oficial da Anfavea – o que não significa que estejam menos otimistas. “Estamos com uma linha recém-lançada e entrando em um novo segmento, cujo volume adicional incrementará as vendas”, explicou Alou- che, projetando vendas das linhas MAN e Volkswagen acima da média do mercado. Ganhar mercado tambémestá nos pla- nos de Luis Gambim, diretor comercial da DAF Caminhões do Brasil. “Em janeiro e fe- vereiro emplacamos 224 caminhões, 128% a mais do que o mesmo período de 2017. Temos como meta manter esta média, crescendo sempre acima do mercado e aumentando a nossa participação”, afirma o executivo, cuja marca também acabou de entrar em outro segmento, o fora-de- -estrada, e ampliar a aplicação rodoviária com um novo modelo. “Isso nos permite ganhar ainda mais participação no seg- mento acima de 40 toneladas.” PEDRAS NO CAMINHO Embora os executivos considerem que o ainda conturbado cenário político brasileiro tenha finalmente se descolado da economia, a eleição presidencial em outubro é um fator que pode fazer o mer- cado de caminhões balançar. “Estamos em um ano eleitoral, com um cenário político imprevisível e um momento sensível da economia brasileira, que acabou de sair da pior fase de sua crise”, pondera Gambim. “É importante a manutenção da atual política econômica”, ressalta Fedalto, da Volvo. Ele teme a possibilidade de algum candidato radical, seja de direita ou de esquerda, ganhar a eleição e prejudicar a estabilidade econômica. Para o executivo da Volvo vença quem vencer o(a) eleito(a) deverá se preocupar em seguir com as reformas da previdên- cia e tributária. “A Suécia, há alguns anos, precisoumexer com a previdência. O novo governo terá que fazer isso aqui também”, explica, citando como exemplo o país onde está sediada a matriz da fabricante. Outro ponto que preocupa, especial- mente ao vice-presidente da Mercedes- -Benz, são os financiamentos. “Precisamos “Desde agosto de 2017 os contatos retomaram e os pedidos começaram a chegar” Roberto Barral, da Scania “Emplacamos 128% a mais no primeiro bimestre. Queremos manter essa média.” Luis Gambim, da DAF Divulgação/Scania Divulgação/DAF
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