AD 343
44 Abril 2018 | AutoData MERCADO » CAMINHÕES saber se os bancos comerciais estão com apetite, se serão atraídos para esse seg- mento”, pondera Leoncini. Ele calcula que de 40% a 50% das ven- das financiadas de caminhões da marca são atendidas pelo BancoMercedes-Benz. O restante fica a cargo dos bancos comer- ciais. “É preciso que a participação dos bancos comerciais cresça para atender a demanda do segmento. Caso contrário o mercado pode travar.” Segundo os executivos, que acompa- nham de perto os bancos das montado- ras, liquidez existe mas também há uma grande restrição na aprovação de fichas por conta da inadimplência. A boa notícia é que o índice de atrasos nos pagamentos está em trajetória descendente: “Com a inadimplência caindo a disponibilidade de crédito ficamaior e os bancos mais abertos a negociações”, ponderaAlouche, da MAN. EXPORTAÇÕES A válvula de escape que reduziu os danos da indústria de caminhões durante a crise promete ser melhor cuidada de agora em diante. Os executivos das mon- tadoras não querem repetir o erro de anos atrás, quando deixaram de dar atenção aos mercados externos e precisaram tra- balhar bastante nos últimos tempos para reconquistar o espaço. Na Mercedes-Benz as exportações chegaram a representar apenas 10% da produção em 2012. “Na ânsia de atender o mercado interno fechamos a porta para o externo. Não vamos repetir esse erro. Colo- camos a pasta debaixo do braço, abrimos novas portas e não vamos deixar fechar”, garante Leoncini. As ações deram resul- tado já no ano passado, quando 40% da produção teve como destino outros países. “Um nível de 30% a 40% [da produ- ção voltada à exportação], que é o que chegamos nos últimos anos, é bom”, cal- cula Ramos, da Ford. Alouche, da MAN, considera um patamar saudável de 15% a 30%. “Mercados da América Latina, como Argentina, Chile e México, estão deman- dando muitos produtos. Nossa projeção é crescer substancialmente nas expor- tações”, projeta o executivo da empresa com fábrica em Resende, RJ. A situação da Volvo é diferente. Fedalto conta que, ao chegar no Brasil, a com- panhia se comprometeu a exportar 30% da sua produção todos os anos. “Por isso acabamos sempre olhando bastante para a exportação, independente da situação domercado interno ou do câmbio. O canal se mantém sempre aberto.” Nos anos de bonança domercado bra- sileiro, puxado pelo PSI, o Programa de Sustentação do Investimento desenvolvi- do pelo governo com apoio do BNDES, a média de exportações da marca chegou a ficar próximo dos 20%. No ano passado, porém, bateu em 45%. “Este ano devemos baixar um pouco em porcentagem, mas vamos manter o volume de 2017.” Também é distinta a situação da DAF: a fábrica de Ponta Grossa, PR, ainda não exporta. “Nossa estratégia está concen- trada no mercado local. Mas já demos início ao processo de homologação dos nossos produtos em alguns mercados do Mercosul”, explica Gambim. Os planos para a operação local, porém, são ambiciosos. “Estamos nos preparando para ser o gran- de polo exportador da DAF na região.” “É preciso que a participação dos bancos comerciais cresça para atender à demanda do segmento” Roberto Leoncini, da Mercedes-Benz Divulgação/MBB “Percebemos o mercado motivado na Fenatran. Vendemos muitos caminhões no próprio evento.” Oswaldo Ramos, da Ford Caminhões Divulgação/Ford Caminhões
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