AD 343
48 Abril 2018 | AutoData EVENTO » SEMINÁRIO AUTODATA ainda, que a prova de que o segmento está preparado para atender um provável crescimento da produção de veículos é a utilização da capacidade instalada, que hoje beira aos 70%. “Estamos no mesmo patamar de 2015, não é um número tão elevado. As autopeças, assim como as montadoras, também se prepararam para uma produção de cinco milhões a seis mi- lhões de veículos há cinco anos. Esse era o cenário previsto naquela época. Então, para uma produção de três milhões de unidades, estamos capacitados.” REVISÃO PARA CIMA O Sindipeças estima crescimento de 11% no volume de veículos fabricados este ano no Brasil – esse índice, contudo, deve ser revisto para cima em breve. Segundo Ioschpe as encomendas das montadoras ficaram acima do estimado nos primei- ros meses deste ano. “A projeção de 11% de crescimento era um cenário do ano passado. Esse número deve chegar, se- guramente, à casa dos 20%. E estaremos prontos para atender essa demanda.” Ioschpe disse ainda que o programa Rota 2030, cuja publicação estava prevista originalmente para o fim do ano passado, poderia ter alguns pontos já editados este ano, para dar mais previsibilidade ao setor automotivo. “Pontos que já estejam defini- dos podiam ser publicados antes, como a questão da eficiência energética e da segurança. Isso porque o mercado pode ser invadido por uma gama de produtos com nível de tecnologia inferior ao deter- minado pelo Inovar-Auto. Mas o governo é uma entidade complexa.” Um tema também debatido intensa- mente durante o seminário promovido pelaAutoData Editora foi a competitividade no setor. Para Fernando Magri, diretor da Thompson Reuters, como ser competi- tivo no futuro é uma questão que todas as empresas ligadas ao setor automotivo devem abordar de frente. Ele destacou que as empresas precisarão necessaria- mente se adaptar às mudanças que virão nos próximos anos: “O setor automotivo é um dos pou- cos em que a indústria é global. Um carro recebe componentes que são feitos em diversos países do mundo, e com isso, otimizar a logística é uma questão que fará diferença no futuro. Porém é necessário entender como isso pode ser feito.” De acordo com o palestrante no Bra- sil existem quatorze regimes especiais aduaneiros que são pouco explorados pelas empresas e que poderiammelhorar a competitividade dos produtos locais no Exterior. É o caso do Recof, que permite a importação de insumos sem custo tri- butário. “Já existem mecanismos no Bra- sil para aumentar a competitividade das empresas, mas muitas não exploram os regimes especiais.” UM TIRO NO PÉ Com relação às barreiras comerciais Magri entende que vieram para ficar e estarão cada vezmais presentes, como por exemplo a sobretaxa para importação de aço nos Estados Unidos. Para o palestran- te, entretanto, esse pode ser “um tiro no pé”, pois ao invés de alavancar a indústria do aço estadunidense pode fazer com que a importação de um veículo pronto seja mais barata do que a produção local. A saída da Inglaterra do bloco da União Europeia também deve se tornar uma barreira comercial no futuro, acrescentou. “Acredito que no futuro as empresas que sairão na frente serão as que con- sigam tornar as novidades tecnológicas acessíveis para o consumidor, sem gran- des rupturas com seu passado.” Em painel denominado Motores/Ele- trificação, o mote foi a necessidade do Brasil definir, logo, suas políticas públicas Segundo Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças, as encomendas das montadoras ficaram acima do estimado nos primeiros meses deste ano
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