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16 FROM THE TOP » WILSON BRICIO, ZF Setembro 2018 | AutoData que depois do acordo Mercosul-União Europeia nós não passemos a importar muito mais do que exportar? Avocação brasileira não estaria no eta- nol? Acho difícil. Vamos falar da China: eles mudaram a regra do jogo. Pensaram as- sim: ‘Eu tenho umproblema de poluição, se for competir com o resto do mun- do em combustão vou perder’, então partiram para eletrificação. O etanol só tem aqui. Quemmais no mundo a gente convenceu de que isso é bom? A China até usa 20%, mas é agora, para o futu- ro não. O País vai ter que entender que a tecnologias em motor a combustão são paliativas. Talvez uma falha do Rota seja favorecer o híbrido em detrimento do elétrico. O elétrico puro a bateria, hoje, é mais pesado, e esse pode ser um erro estratégico do Rota. Não vejo muito futuro para os biocombustíveis como definidores de uma estratégia de sucesso em mobilidade urbana. É possível para o Brasil entrar nesse jogo e ser competitivo em alguma área dos elétricos? Creio que tudo que tem a ver com gera- ção de energia renovável é importante, temos uma chance muito grande nisso, geração e acumulação são estrategi- camente muito importantes para o fu- turo, mas precisamos investir, buscar. Temos que entender que o elétrico será presente, e principalmente nas gran- des cidades. Daqui de Sorocaba, por exemplo, são 80 km de São Paulo, se tiver um só local para carregar no meio do caminho você já chega, e com folga. Acho melhor do que forçar uma solução que inicialmente pode parecer melhor mas talvez não tenha futuro à medida que seremos pequenos. Vamos ser uma ilha, com uma solução híbrida? Será que os fabricantes, que também não são brasileiros, vão querer investir para aperfeiçoar uma tecnologia hibrida só para o Brasil? A tendência, quando as baterias melhorarem, a médio prazo, é “Não vejo muito futuro para os biocombustíveis como definidores de uma estratégia de sucesso em mobilidade urbana.” que o veiculo híbrido seja mais caro para produzir do que o elétrico. E os fornecedores, como ficarão? Quem quiser ficar nesse negócio terá que pensar nisso. Não será amanhã nem depois de amanhã, mas aqueles forne- cedores que quiserem estar no negócio daqui a dez, vinte anos vão ter que co- meçar a pensar nisso agora. A tendência de surgimento de novos fornecedores

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