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18 FROM THE TOP » WILSON BRICIO, ZF Setembro 2018 | AutoData provavelmente no futuro tendem a ser importados. Quando se faz um investi- mento para uma fábrica de transmissão automática é necessário umvolume pró- ximo de um milhão de unidades. Com 600mil se consegue começar a justificar, mas estamos falando de investimentos muito altos. O Brasil não tem as condi- ções para isso. No caso do Rota 2030 a nova política para os ex-tarifários não ajudaria a gerar volume para nacionalizar? Acho que é o único caminho. Hoje já perdemos negócios porque não po- demos importar mais, temos barrei- ras muito fortes para importação que impedem até a industrialização. Por exemplo: carcaça de alumínio a partir de um determinado tamanho. Não tem ninguém que faça aqui, mas agora é que estamos discutindo ex-tarifário para isso. Acabamos importando uma peça inteira porque não podemos importar alguns de seus componentes ou então ela não fica competitiva. Acho que de- veríamos eliminar a tarifa de importação e a burocracia para importar itens que não são fabricados aqui, já, e deixar que o mercado se ajuste. Quando for competitivo o mercado vai começar a produzir no Brasil. O Rota 2030 temmetas-bônus de des- conto de IPI de até dois pontos em efi- ciência energética e um ponto em itens de segurança, mas esse benefício não pode ser cumulativo, chegando a no máximo dois pontos. Isso não tende a concentrar esforços por parte das em- presas apenas em eficiência? Vai depender do custo-benefício, de verificar o custo que se terá para atingir o bônus de dois pontos em eficiência versus o um ponto em segurança. Pode ser que no segundo item você tenha um custo menor e um retorno mais alto. Porém temos que pensar no que o Brasil precisa, no que a sociedade precisa: é só de eficiência ou só de segurança? Eu acredito que seja de ambos. “Vamos ficar aqui tentando desenvolver nossas tecnologias e logo estaremos isolados com veículos de quarenta, cinquenta anos de idade, iguaizinhos aos que existem em Cuba hoje.”

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