AD 348
45 AutoData | Setembro 2018 permita participar de futuras licitações por veículos de frota do município. Em Campinas, no Interior de São Pau- lo, a BYD possui uma fábrica de chassis de ônibus e outra de painéis solares, os fotovoltaicos. E programa para até o fimde 2018 inau- guração demais uma fábrica, agora de ba- terias para veículos elétricos – automóveis, caminhões e ônibus – em Manaus, AM. Carlos Roma, diretor de vendas, afirma que “a produção das baterias será desti- nada a uso próprio, fornecimento a outras montadoras locais e exportação”. Aempre- sa produzirá aqui também os chamados Energy Storages, que são contêineres de baterias que substituemgeradores a diesel e armazenamenergia gerada por sistemas solar ou eólico. Hoje a BYD conta com 450 funcioná- rios, somadas as divisões automotiva e de energia. A fábrica de chassis em Campinas, em funcionamento há cerca de um ano e meio, deve chegar até o fim do ano com sessenta unidades montadas e entregues. Sua capacidade de produção é de três chassis por dia, ou 720 por ano. Para Wílson Pereira, vice-presidente sênior de vendas de ônibus, trata-se de “um segmento novo, com tecnologia nova, e por isso precisamos vencer resistên- cias, convencer mercados, superar crises. Mesmo assim os resultados começam a aparecer, e de forma até mais acelerada do que imaginávamos”: a empresa fechou negócios com cidades como Bauru, SP, Brasília, DF, Volta Redonda, RJ, São Paulo, Capital, e Santos, SP. O executivo atesta que “antes eram apenas testes e mais testes, e hoje já Divulgação/Prefeitura RJ Fábrica de chassis de ônibus em Campinas, SP, deve chegar até o fim do ano com sessenta unidades montadas e entregues. Capacidade é de 720 ao ano. vendemos. Há uma boa expectativa para licitação de ônibus que deverá sair em 2019 em São Paulo, Capital, para renovar uma frota de 14,5 mil ônibus, com possí- vel exigência de propulsão limpa para ao menos metade do lote”. Para os caminhões elétricos a estraté- gia é diferente: inicialmente serão todos importados. “Quando conseguirmos criar demanda significativa poderemos partir para uma fabricação progressiva, partindo de CKD, depois SKD e mais tarde montagem com- pleta.” Na visão de Roma omercado de veícu- los comerciais elétricos necessariamente começa por pesados em aplicações ur- banas específicas, de ônibus urbanos a coleta de lixo, sempre em atividades com alto consumo de diesel e forte necessi- dade de manutenção. A estratégia da BYD para todos os casos é oferecer um pacote completo, desde o fornecimento de baterias até a infraestrutura: “Recentemente conseguimos fechar acordo coma Corpus Saneamento e Obras (veja box na página seguinte) por represen- tar um caso maduro: a empresa usará a energia solar gerada por nossos painéis, em nossas fazendas, para reabastecer os caminhões. Vamos instalar os transfor- madores e os carregadores, e o contrato prevê fidelidade para uso exclusivo de nossa energia por quinze anos”. O diretor de vendas acrescenta que a BYD consegue completar ciclo susten- tável, pois “temos inclusive uma unidade na China para reciclar todas as baterias que produzimos. Elas são transformadas em acumuladores, o que lhes confere um
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