AD 348

46 Setembro 2018 | AutoData MONTADORAS » BYD O caminhão de lixo passou e ninguém (ou)viu A Corpus Saneamento e Obras acabou de receber seis caminhões BYD 100% elétricos: é apenas 3% da encomenda total, nada menos do que duzentas unidades até 2023. Os veículos serão utilizados para coleta de lixo. A programação prevê entrega até o fim do ano de 21 unidades, que serão todas importadas da China. Seu diretor administrativo, André Lima, considera que a compra dos caminhões BYD “envolve muito mais do que os veículos em si, porque foi baseada no custo total de operação, incluindo o abastecimento, a manutenção e outros benefícios”. Segundo ele os veículos, além da tecnologia elétrica de propulsão, totalmente silenciosa, usam um novo tipo de compactador, mais moderno e que, no conjunto total, reduz em 90% o ruído emitido durante o trabalho de coletas de lixo urbano. “Ocorre que temos recebido reclamações de moradores alegando que o caminhão do lixo não passou em sua rua, pois não ouviram o barulho do veículo fazendo o serviço. Mas sempre checamos pelo GPS e constatamos que a rota foi cumprida integralmente.” A bateria tem autonomia de cerca de 8 horas, o exato turno de um caminhão, e é recarregada em duas horas. Os caminhões ainda contam com sistema de recuperação de energia por meio da frenagem. segundo ciclo de vida que pode durar de mais vinte a trinta anos”. A prioridade número um é mesmo a venda de caminhões e ônibus elétricos, deixando os automóveis para uma segun- da etapa. Aqui a BYD possui o E5, sedã que promete 300 quilômetros de autonomia. Importado da China, custa R$ 230 mil e tem como possíveis clientes o segmento de táxis e de frotas corporativas. Outras atividades agregadas à marca seguemumnovomodelo de negócio: não há, por exemplo, concessionárias nem oficinas próprias – a manutenção dos veículos é feita em parceria com a Porto Seguro e a Bosch. Roma alega que “a Uber, por exemplo, não tem frota. Ela usa recursos existentes para fazer suas operações, e é o que faze- mos nesse começo, partimos da mesma lógica. Nosso concessionário morreria de fome. Credenciamos essas duas parceiras para prestar assistência técnica em lugar de abrir uma concessionária, um prédio inteiro dedicado. Hoje as concessionárias estão fechando e diminuindo de tamanho. Vemos para o futuro ummodelo de negó- cio completamente diferente dos últimos cem anos, com recursos compartilhados. Vivemos mudanças gigantescas no setor automotivo, e as coisas em breve não se- rão mais como hoje”. Divulgação/Corpus Saneamento e Obras

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