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77 AutoData | Dezembro 2018 PARECE SKATE MAS É CHASSI Tecnologia a célula de hidrogênio para caminhões pode alcançar autonomia de até oitocentos quilômetros concorrente dos projetos que utilizam a corrente das redes elétricas como matriz energética. A tecnologia evoluiu bastante desde as primeiras aplicações da célula de combustível a partir da molécula H2, tanto do ponto de vista de segurança quanto na facilidade de obtenção desse recurso. O hidrogênio assim poderá ser o primei- ro combustível da chamada economia circular, por ser obtido localmente e não criar impacto ao ambiente no seu ciclo de utilização – pode ser produzido a partir de recursos renováveis como biometano ou de usinas eólicas e solares, inclusive para aplicação em motores de grande potência e torque. Divulgação/FPT senvolvimentos em projetos que usam a matriz elétrica, por enquanto a fonte mais eficiente em termos de oferta e capacida- de de atingir zero emissões. Esta é a visão de boa parte da indústria automotiva. Invertendo a lógica do foco no produto, neste casomotores, para omeio ambiente onde os veículos são utilizados, em parti- cular os dedicados a trabalhos pesados, surge a possibilidade de soluções mais versáteis. São conceitos capazes de uti- lizar outras fontes de energia cuja oferta em determinados lugares seja capaz de apresentar uma equação de custo viável para os operadores. Aqui gás natural e célula de hidrogênio despontam como candidatos a ocupar posições de destaque. O primeiro, logo de cara, pode reduzir as emissões de CO2 em 10%. É uma matriz relativamente abun- dante em diversas regiões e não requer grandes investimentos para ampliar sua rede de distribuição, inclusive em locali- dades remotas, como fazendas e zonas de exploração deminério: deve fazer parte das tecnologias de transição para cenário de carbono zero. Já o hidrogênio surge como maior Mas se estivesse já disponível no mer- cado o motor movido a célula de com- bustível a hidrogênio, que é transformada em energia elétrica para movimentar os veículos, seria inviável em termos de cus- tos na comparação com os tradicionais motores diesel: a conta seria 400% maior. Porém nos próximos anos o preço para gerar energia elétrica a partir da molécula de hidrogênio cairá pela metade, segundo estudos realizados pelos órgãos regula- dores da União Europeia. As legislações
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