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78 Dezembro 2018 | AutoData TECNOLOGIA » MOTORES de emissões vão pressionar fortemente as operações que utilizammotores diesel, enquanto a durabilidade das unidades a hidrogênio trará os gastos commanuten- ção aos atuais níveis dos propulsores a combustão interna. Ou seja: está próximo o momento do diesel encarar um forte competidor. TRÊS EM UM A concorrência ficará ainda mais dura quando uma única unidade motriz for ca- paz de gerar tração e torque a partir de matrizes variadas de energia. Esse foi o maior destaque do FPT Tech Day, evento dedicado a olhar para o futuro damobilida- de e que teve a Indústria 4.0 como foco das suas apresentações. A fabricante revelou o conceito Cursor X, motor capaz de reunir propulsão a gás, célula de hidrogênio e eletricidade. “Pensar em apenas uma solução seria utópico”, contou Annalisa Stupenengo, presidente mundial da FPT. O desafio para criar um produto multi matriz energética surgiu justamente da necessidade de uti- lizar recursos que estejam disponíveis nas localidades onde trabalharão os tratores, máquinas agrícolas, caminhões e ônibus. “Somos pioneiros na produção de so- luções com conceitos de sustentabilidade e estamos conectados com nossos princi- pais clientes. Assim temos a oportunidade de avaliar as melhores soluções para cada aplicação.” O Cursor X é resultado do trabalho conjunto da área de desenvolvimento de produto e do centro de design da CNH Industrial. O motor-conceito foi apresen- tado, em tamanho real, por engenheiros e designers sem, no entanto, estar em funcionamento. A empresa garante que a combinação das três tecnologias já foi validada em bancadas de testes e que a versão final do motor poderá estar dispo- nível no mercado a partir de 2027. Além da versatilidade na utilização de combustível o Cursor X também poderá ser configurado na potência necessária a cada aplicação. A FPT diz que a com- binação de gás natural com uma opção “Não acreditamos em solução única. Imagino misturar fontes diferentes ao mesmo tempo para dar ao mercado opções de acordo com as necessidades, disponibilidade de fontes e aplicações.” Annalisa Stupenengo, presidente mundial da FPT
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