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16 From the top » Federico Servideo, da Camarbra Setembro 2019 | AutoData pulação está sofrendo muito com isso, abaixo da linha da probeza. Antigamen- te quem ditava o tom na Argentina era a classe média criada na Europa, mais tradicional. Hoje o tecido social mudou, há 30% a favor de Kirchner, 30% anti- -Kirchner e 30% que votam de acordo com a situação econômica. O que o senhor achou da declaração do governo brasileiro de que se Fernández fechar a economia argentina o Brasil sairá do Mercosul? Com todo o respeito, esse tipo de de- claração parece eleitoreira, parece que o presidente brasileiro Jair Bolsonaro ainda está em campanha. Não vejo risco de a Argentina repetir o caminho da Ve- nezuela, o próprio Fernández disse que não tem intenção de fechar a economia. Isso ocorre um pouco por convicção e um pouco por necessidade: a Argentina precisa de dólares para fechar a sua conta e para exportar precisa importar, não existe via de mão única. Às vezes algumas declarações são inadequadas. Em sua opinião, então, o acordo União Europeia-Mercosul não corre riscos? O acordo é uma brilhante oportunida- de. Passado o estágio da campanha a racionalidade voltará, e tanto Brasil quanto Argentina têm que aproveitá-lo. Não vejo possibilidade de retrocesso, independente de quem for eleito para presidir a Argentina. É verdade que este processo ainda levará algum tempo, precisa ser aprovado, mas é inevitá- vel, temos mais dois anos para discutir as questões burocráticas. A Argentina “Não vejo possibilidade de retrocesso no acordo do Mercosul com a União Europeia, independente de quem for eleito para presidir a Argentina”
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