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18 From the top » Federico Servideo, da Camarbra Setembro 2019 | AutoData sejamos inteligentes o suficiente para aproveitá-la. Administrar as assimetrias faz parte de uma relação adulta. É na- tural que o Brasil fabrique mais carros da mesma forma que a Argentina pro- duza mais trigo. O que está faltando é capacidade de liderança. Quando Paulo Guedes [ministro brasileiro da Economia] diz que prefere falar com o Chile do que com a Argentina ele está certo, porque o Chile é um mercado aberto para o mundo. Há muito tempo Brasil e Argentina dis- cutem uma regulamentação automo- tiva comum. Alguma possibilidade de concretizá-la? Esse quadro não é exclusividade nossa, ele existe em várias partes do mundo. Ainda há uma questão política, no curto prazo não acredito que ocorra rapida- mente. É um tema difícil de resolver pela estrutura montada ao redor, pela burocracia. Se as alfândegas dos dois países trabalhassem no mesmo horário já seria uma grande vitória. Varia muito por segmento, mas em geral o que Brasil e Argentina têm para exportar são commodities. Brasil e Argentina têm juntas a capacidade de alimentar 3 bilhões de pessoas, ou dez vezes a população de seus países. Assim África e Ásia são mercados com bastante potencial. Temos população jovem, podemos ajudar o mundo na questão dos alimentos. O quanto a guerra comercial Estados Unidos x China pode prejudicar uma eventual retomada argentina? Qualquer iniciativa que cria instabilidade é ruim para a Argentina porque preju- dica o crédito. O Brasil é menos afeta- do, seu mercado interno ajuda. O que complica bastante é que os dois paí- ses precisam tanto dos Estados Unidos quanto da China. Acredito, de qualquer maneira, que a questão comercial dos Estados Unidos com a China ajudou a concretizar o acordo do Mercosul com a União Europeia. Reforço que esta é uma oportunidade única, mas desde que “Se as alfândegas dos dois países trabalhassem no mesmo horário já seria uma grande vitória”

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