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26 Setembro 2019 | AutoData Conjuntura » Economia global N em parece mas já se vão onze anos da quebra do banco estadunidense Lehman Brothers e da série de tre- mores do mercado financeiro que se sucederam a partir do anúncio da sua concordata. O baque foi forte, bem forte, mas aos poucos as coisas se acomodarame a eco- nomia global se recuperou. E com isso acumula agora praticamente uma década de prosperidade, o que, por incrível que pareça, ao menos aos olhos de alguns analistas econômicos, carrega potencial de certa forma ameaçador. Isso porque, entendem, a economia, em particular a global, vive de ciclos: este de alta já seria um dos mais longevos da história, em especial nos Estados Unidos. E desta forma, semque nada no horizonte, à exceção da batalha comercial China x Estados Unidos, aponte, dizem que se não uma crise há ao menos uma desace- leração no horizonte – e a princípio este horizonte aponta 2021. O único fato aparentemente concreto dessa história é que a indústria automotiva e seus executivos realmente estão arman- do suas estruturas de forma a precaver-se contra esse cenário caso ele ocorra – um comportamento aparentemente típico de gato escaldado que tem medo de água fria. Ninguém, de qualquer forma, fala aber- tamente em recessão: o termo preferido é mesmo desaceleração. Para o Brasil, acreditam executivos locais, as conse- quências não seriam trágicas tampouco Por Marcos Rozen Gato escaldado Analistas internacionais sugerem precaução para possível fim de ciclo de crescimento global, mas não há nem um como, nem um quanto e nem um quando Christian Castanho “O período de expansão global tem se mostrado longo até aqui e isso chama a atenção. Nesta lógica estamos mais próximos do que distantes de uma mudança de ciclo econômico.” Carlos Zarlenga, presidente da General Motors Mercosul
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