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27 AutoData | Setembro 2019 Christian Castanho “Se houver um desaquecimento global algumas atividades internas vão sentir, como a mineração. E não haverá ventos a favor vindos das exportações, dada a situação da Argentina.” Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz JP Morgan O banco estadunidense JPMorgan re- alizou emmeados de agosto conferência com executivos da indústria automotiva local. E nela Kumar Galhorta, presidente da Ford para América do Norte, afirmou que a empresa recentemente terminou processo que chamou de “redesenho inteligente”. De acordo com o executivo “administrar cus- tos émuitomais do que cortar X cargos em um determinado cenário. Adotamos uma abordagem muito criteriosa em todos os níveis da empresa. Foi um processo longo e custoso, mas queríamos realmente criar uma organização que funcionassemelhor, de uma maneira mais eficiente. Amétrica principal foi entender quantos níveis exis- tiam dentro da empresa, do analista ao CEO. E reduzimos esse número de forma muito substancial”. Assim, atualmente na Ford, segundo Galhorta, “se duas pessoas se reporta- vam a alguém agora podem ser seis ou sete. Sãomais do que números: reduzimos drasticamente a burocracia para tomada de decisões. Tornamo-nos muito mais ágeis e enxutos, o que nos deixa em boa posição para enfrentar uma desaceleração econômica, caso ela ocorra”. Seu colega Matt Field, CFO paraAméri- ca do Norte, complementou assegurando que este processo tem uma salvaguarda de US$ 20 bilhões em caixa: “Desenhamos modelos para uma variedade de cenários de crise e planejamos como responderí- amos a cada uma delas. Então, estrutu- ralmente, estamos protegidos, em todas as circunstâncias, para garantir que inde- pendente do quadro sairemos dele mais fortes do que entramos”. Pelos lados da General Motors sua di- retora financeira, Dhivya Suryadevara, afir- mou no mesmo evento que a companhia guarda US$ 18 bilhões no cofre e que a empresa está estruturada para pagar dois anos de dividendos aos acionistas inde- pendente do cenário econômico global. Para Carlos Zarlenga, CEO da GMMer- cosul, “o período de expansão global tem devastadoras, mas haveria, sim, alguma: não estamos descolados domundo, afinal, e nem temos força suficiente para remar contra a maré. O cenário atual é diferente daquele de há uma década, quando as empresas daqui ajudaram as matrizes enviando gor- das fatias de dividendos. A preocupação reside mais no cenário regional do que no global propriamente dito, e o maior temor atende pelo nome de Argentina.
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