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28 Setembro 2019 | AutoData Conjuntura » Economia global se mostrado longo até aqui e isso chama a atenção. Nesta lógica estamos mais pró- ximos do que distantes de uma mudan- ça de ciclo econômico”. Ele demonstra preocupação ao apontar que “o mercado automotivo global é de 100 milhões de unidades sendo que a China responde por 27 milhões. Então o impacto de uma redução só ali já alcança 30% do todo”. O executivo observa que “o mundo todo está investindo emnovas tecnologias e uma coisa é fazer isso em um ciclo glo- bal de crescimento e outra é em cenário de desaceleração. Os aportes serão cada vez mais difíceis de obter e isso é sinal de alerta para países como o Brasil, onde as empresas ainda não têm lucro e no qual o mercado, descontando as vendas diretas, está caindo”. Para ele “sem ações de curto prazo os investimentos aqui serão muito discutidos. A volatilidade sempre é um risco, mesmo para aportes já anunciados”. INVESTIR NO INTERNO Para Philipp Schiemer, presidente da unidade local da Mercedes-Benz, “se hou- ver um desaquecimento global algumas atividades internas vão sentir, como a mineração. E não haverá ventos a favor vindos das exportações, dada a situação da Argentina” – para ele a crise do vizinho respondeu, sozinha, por 0,5 ponto por- centual a menos no PIB brasileiro de 2019. “O sinal de alerta acendeu e por isso a velocidade das reformas e das ações para aquecer a nossa economia se tornammais urgentes. Temos pressa: crescer menos de 1% ao ano não é sustentável”, prossegue o executivo da M-B. Ele acrescenta que “o maior problema do Brasil hoje é o volume de desempregados, e para reduzir esse índice a economia temque voltar a crescer. Sem a ajuda do mercado externo a única saída é investir no interno”. “Aeconomia é cíclica”, defendeAntonio Filosa, presidente da FCA Latam. “De fato há longo ciclo positivo da economia glo- bal, especialmente nos Estados Unidos, e a tendência aponta para uma reversão. “De fato há longo ciclo positivo da economia global e a tendência aponta para uma reversão. Mas isso não significa recessão: podemos apenas crescer menos ou parar de crescer.” Antonio Filosa, presidente da FCA Latam Mas isso não significa recessão: podemos apenas crescer menos ou parar de cres- cer. É preciso entender a intensidade e a duração do próximo ciclo, mas isso faz parte da normalidade.” Para ele o movimento atual “está se estabilizando mas deve continuar assim nos próximos doze a 24 meses”. Independente do prazo o principal executivo da FCA na região defende que “temos que estar preparados para tudo e Divulgação/Leo Lara Studio Cerri

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