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37 AutoData | Agosto 2020 prensa economizará 7 mil MWh por ano em consumo de energia elétrica, o equi- valente ao consumo anual de cerca de três mil residências. O maquinário estampará as partes da carroceria dosmodelos da plataformaMQB produzidos naAnchieta, ou seja, Polo, Virtus e Nivus. Segundo a VW haverá, com isso, redução tambémde custos logísticos, pois essas partes antes vinhamde Taubaté, SP, que conta comequipamento similar. Con- sequentemente ainda se espera queda de 45% na emissão de CO2 na atividade, por conta da eliminação do transporte das peças do Interior paulista para o ABCD. A VW ainda aproveitou a ocasião da inauguração – que ocorreu com evento presencial, respeitando-se normas de distanciamento social, uso de máscaras e álcool emgel – para celebrarmarco produ- tivo de 24 milhões de veículos fabricados no Brasil desde sua chegada ao País. SALDO ZERO Todo o investimento envolvendo a nova prensa fez parte do ciclo de R$ 7 bilhões da Volkswagen para o período 2017-2020, sendo R$ 2,4 bilhões apenas para as fá- Marcos Rozen bricas do Estado de São Paulo no período 2019-2020. Mas a empresa não quis divul- gar o valor aplicado especi camente no equipamento. O presidente e CEO da Volkswagen América Latina, Pablo Di Si, assegurou que a compra e instalação do maquinário re- presenta a última iniciativa concreta e física relacionada a esse plano de investimento: “A inauguração encerra o ciclo”. Ou seja: o saldo na conta zerou. As conversas envolvendo o novo plano de aportes da companhia aqui prosseguem congeladas, a rmou Di Si, pois “é muito cedo ainda: temos que esperar a sinalização domercado, que ainda estámuito instável. Não de niremos nada até o mdo segundo semestre, é mais prudente”. Ele, porém, deu indícios de que no ano que vemo plano deve sair, mas avisou que “este investimento terá que ser reduzido para os próximos anos, não há outra saída”. Di Si praticamente jogou a toalha no que diz respeito à possibilidade de o go- verno federal oferecer algum tipo de auxílio ou colocar em prática programas para a indústria automotiva nacional superar as di culdades econômicas causadas pela pandemia da covid-19: “O atual governo tem uma visão, que respeito, de não atuar diretamente em segmentos como aeronáutico, automotivo etc. Sabemos que não é algo contra uma indústria especí ca ou uma empresa, mas decidiram que não intervirão. É a decisão. E terá consequências”. Ele deixou o alertamas não especi cou exatamente quais seriamas consequências. Diante da posição do governo em não permitir a utilização de créditos tributários para que o BNDES zesse papel de ga - rantidor para empréstimos junto a bancos privados a saída encontrada foi negociar por conta própria: “As taxas foram reduzi - das, não ainda a patamares aceitáveis, mas caram menores.” Di Si revelou ainda que “não pedimos carta ança da matriz, no que fomos um dos poucos, senão os únicos. Não há como pedir dinheiro para amatriz nomeio de uma crise mundial: isso não existe”.

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