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42 Agosto 2020 | AutoData MONTADORAS » MARKETING Mente brasileira em corpo chinês na Europa A equipe latino-americana da FCA cumpriu missão de desenvolver a nova geração da central multimídia UConnect, que estreou na picape Fiat Toro e está presente na Strada. O sistema desenvolvido a partir de Betim, MG, equipará também modelos produzidos na Europa ainda em 2020. O projeto teve início há cerca de três anos e envolveu equipe multidisciplinar de pesquisa, design, engenharia, inovação e até de fornecedores não muito tradicionais da indústria automotiva, como o Google. Os objetivos foram claros: ter desempenho alinhado às últimas gerações de smartphone, facilidade de uso e alta possibilidade de customização. Ou, como resumiu o diretor de portfólio, pesquisa e inteligência corporativa Breno Kamei, ser uma espécie de tablet para os ocupantes dos veículos da marca. “São temas complexos, porque o sistema estará em veículos de diversas marcas e de diversas regiões. Claro que cada marca terá o seu padrão, mas a experiência do usuário tem que ser a mesma.” A Uconnect foi pioneira, no Brasil, em oferecer conexão sem o com os sistemas Android Auto e Apple CarPlay. Permite duas conexões simultâneas por meio de bluetooth – uma demanda de muitos usuários, segundo Kamei, que têm mais de um smartphone, um para o trabalho e um para uso pessoal. Gerente de engenharia da FCA, Alexandre Abreu entende que “para nós participar do desenvolvimento do UConnect foi uma vitória. Mostra que a indústria brasileira não deve em nada aos grandes centros e abre a porta para que novas tecnologias, novos sistemas, sejam feitos a partir daqui”. O que falta, ainda, é localizar a produção da central, hoje importada. Mas, segundo Abreu, há propostas de localização; “É complicado porque o parque brasileiro é limitado. Muitos componentes ainda precisam vir da Ásia”. Todos foramouvidos de alguma forma para buscar entender as nossas raízes”. O slogan Fiat, que há algum tempo era Movidos pela Paixão, foi readaptado e agora éAPaixãoMove. Zola evitou divulgarmeta de vendas ou de valor percebido damarca, mas não negou que busca a liderança: “Não é efetivamente o nosso objetivo e, sim, consequência do trabalho que estamos realizando. E não seria algo para agora, mas para depois da chegada dos SUVs”. De qualquer forma a participação está avançando: ao m de 2019 os modelos Fiat representaram 13,8% das vendas de veículos leves nomercado brasileiro. Ago- ra, segundo Zola, a fatia alcançou 14,1%. O ano passado, porém, foi o primeiro emque a participação subiu depois de seis anos seguidos – 2018 fechou com 13,2%.
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