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48 Agosto 2020 | AutoData SERVIÇOS » CAR SHARING oferta de serviços de mobilidade é es- perado um aumento das despesas das organizações nanceiras das montadoras. E isso é motivo su ciente para manter o sangue frio e qualquer plano que possa existir congelado até segunda ordem. Porém é inegável que o mercado auto- motivo está em transformação e as prio- ridades que vão direcionar o futuro estão mais conectadas com conceitos como quilometragem percorrida pelos clientes e métricas de sucesso das marcas em mercados especí cos do que no número de unidades vendidas. Segundo o estudo da KPMG 82% dos executivos se mostraram con antes de que as distâncias percorridas vão se tornar o novo foco dos consumidores, mas as montadoras ainda não criaram métodos para orientar suas ações nisso que, aí sim, poderia ser chamado de novo normal. O ambiente econômico mais difícil á frente, no período pós-covid, pode fazer comque a “ exibilização dos contratos por meio de modelos de assinatura”, segundo diz o estudo, ajudem os clientes a superar este momento de incertezas. Essa reco- mendação é reforçada pelas respostas dos consumidores que participaram da pesquisa: o custo total de propriedade e utilização de umveículo passaram a domi- nar as decisões no momento de escolher qual serviço de mobilidade utilizar. “Amobilidade como serviço provavel- mente só será bem-sucedida se as ofertas do mercado acompanharem de perto a demanda do consumidor”, aponta o estudo global da KPMG, indicando que existem diversas formas de explorar a utilização de um veículo pelo cliente. Embora os atuais sistemas de compar- tilhamento de carros em estações pré- -estabelecidas ainda prevaleçam como o modelo mais utilizado no mundo, até ago- ra todas as outras ofertas de plataformas digitais com serviços utuantes – como o de aluguel ponto-a-ponto – continuam em forte expansão nesta nova forma de consumir mobilidade. Avelocidade comque se desenvolvem novos negócios é uma novidade para as “Esperamos que novas soluções de mobilidade sejam adotadas mais rapidamente em mercados com baixa renda familiar.” Trecho do estudo global da KPMG montadoras e seus inúmeros procedimen- tos técnicos. O tempo para consolidar pro- dutos e serviços para atender os interesses de um consumidor conectado, prático e que valoriza suas experiências é outro. O EXEMPLO TESLA Elon Musk está mostrando como se faz. Em julho ele disse que está revisando seu projeto Tesla Network, originalmente concebido para quando os modelos total- mente autônomos da marca possam fazer corridas enquanto o proprietário não está requisitando o uso do veículo. Mas Musk sugeriu que a rede da Tes- la deve ser lançada antes mesmo dos veículos alcançarem o nível máximo de autonomia. Ele tem razões para acreditar que além dos motoristas aceitarem dar carona para outras pessoas em seu carro essa seria uma opção mais em conta do que uma viagem com o Uber ou Lyft. Analistas do mercado nanceiro ava - liam que a até então sugestão de Musk de antecipar o lançamento de sua rede própria de serviços oferecendo a possi- bilidade de o dono de um Tesla gerar re- ceita tem o potencial de reduzir os riscos para uma transição tão inovadora quanto o compartilhamento de carros 100% au - tônomos. E de quebra aumentar um pou- co mais o valor das ações da Tesla. Será esta mais uma viagem do polêmico Musk, que deseja levar pessoas para Marte? Por enquanto os carros elétricos que todos querem dirigir, ou simplesmente dar um passeio neles, ele já tem.
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