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52 Agosto 2020 | AutoData MOBILIDADE » ELÉTRICOS Por Roberto Huno E-FêNêMê Pasme: a FNM está de volta. Agora não mais como Fábrica Nacional de Motores mas Fábrica Nacional de Mobilidade, para produzir caminhões elétricos. A histórica FNM, Fábrica Nacional de Motores, cujo nome o popular cha- mava de fênêmê em vez de éfe- -êne-ême, quer voltar às estradas brasileiras. Em lugar dos brutos de origem Alfa Romeo/Fiat, porém, pretende ser marca de caminhões elétricos vendidos sob demanda pela internet. A iniciativa tem à frente um grupo de empresários do Rio de Janeiro, RJ, e de Caxias do Sul, RS, onde a produção de- verá ser concentrada. A parceira para a montagem dos caminhões, que terão a maior parte dos conteúdos importada, será a Agrale, já com experiência nesta forma de operação pela prestação do mesmo serviço à International e, até pou- co tempo, à Foton. A expectativa é fazer as primeiras en- tregas até o m do ano, mas por enquanto os novos FNM existem apenas em pro- jeções por computador. Segundo José Antônio Severo Martins, diretor de relações institucionais, inicial- mente serão montados dois modelos VUC, de 13 e 18 toneladas, os FNM 832 e 833, para uso urbano. O caminhão, se- gundo ele, terá autonomia para circular um dia inteiro, com recarga à noite, em garagens das operadoras de transporte. Segundo ele o projeto teve andamen- to acelerado nos últimos meses, a partir de carta de intenções manifestada por um cliente – de nome mantido em sigilo – para aquisição de 3 mil unidades para o mercado do México e mais 4 mil para o Brasil: “Os veículos serão validados por este cliente. Estamos muito con antes no projeto, que se efetiva em momento de expansão dos mercados de e-commerce e delivery”. O empresário, que tem como um dos sócios, fundadores e investidores o irmão Alberto, acredita ser possível, no médio prazo, transformar a região de Caxias do Sul em polo internacional na fabricação de veículos comerciais elétricos. Segun- do ele atingido determinado volume de produção fornecedores internacionais deverão abrir operações no Rio Grande do Sul para atender às demandas. Divulgação/FNM

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