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57 AutoData | Novembro 2021 São Paulo, Roberto Bógus brincou com os jornalistas presentes: “Se vocês somarem as previsões de participação de todas as empresas, vão chegar a um mercado cujo tamanho é 130%”, disse ele, em tom de brincadeira. “Podem esquecer todas as outras previ- sões porque os únicos números verda- deiros são os nossos.” Bógus errou. A soma das previsões in- dividuais de participação no mercado em 1995 até ultrapassa esses 130%. E em muito. Forma umbolo cujo tamanho total teria de ser de quase 200%. E isso mesmo sem contar a própria Mercedes-Benz, cujo presidente, Rolf Eckrodt, tal como já fizera em outubro do ano passado, optou por deixar para de- zembro a divulgação dos números oficiais com os quais a empresa trabalha. Tanto no caso dos automóveis, quanto no de caminhões e ônibus, fica evidente que, em todos os segmentos, a marca re- gistrada do próximo ano será uma grande competição. De longe, a maior competição jamais vista neste setor no Brasil. Essa provavelmente não será, porém, a única marcada registrada de 1995 – ano que, aliás, promete ser repleto de novi- dades. Há quem acredite que a presença dos importados, por exemplo, deverá saltar dos 8% desse para algo próximo de 20%, com as próprias montadoras respondendo pela maior parte desse incremento. Por outro lado, é do próprio Emílio Ju- lianelli, presidente da Abeiva, associação que representa os importadores sem fábri- cas instaladas no País, a previsão de que 1995 possivelmente marcará a passagem de uma, talvez duas, das empresas asso- ciadas à sua entidade para a Anfavea, a associação das montadoras que já pro- duzem no Brasil. INFORMAÇÕES Será, também, o ano que marcará o início efetivo do processo de separação, dentro da Autolatina, das áreas tidas como estratégicas e que poderiam implicar na indesejável passagem antecipada de in- formações da Ford para a Volkswagen e vice-versa. Um ano que poderá ser caracterizado, ainda, pela adoção de nova posição estra- tégica da General Motors no Brasil, com vistas a alcançar, ainda que com um ano de atraso, 30% da participação nomercado brasileiro pretendida por seu presidente, Mark Hogan. RECORDES Será, além de tudo, a julgar pelos nú- meros preliminares com os quais todos estão trabalhando, um ano marcado por novos recordes. Recordes de produção, de importações, de vendas domésticas e, dependendo do comportamento da economia da Argentina – que hoje tem forte participação nas vendas externas do setor – talvez até mesmo de exportações (veja box). Reprodução na íntegra de texto de AutoData publicado em outubro de 1994
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