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37 A Schulz também foi reconhecida no mercado brasileiro com o Prêmio Interação, concedido pela Mercedes-Benz do Brasil, reforçando a consistência da estratégia adotada pela companhia e sua capacidade de atender aos critérios técnicos e ambientais. O movimento reforça a relevância do Brasil como polo de desenvolvimento de soluções industriais voltadas à redução de emissões, especialmente em segmentos intensivos em carbono. Nesse contexto, o projeto liderado por Schulz e Mercedes-Benz do Brasil sinaliza uma mudança estrutural na indústria. A descarbonização deixa de ser apenas diretriz de longo prazo e se consolida como realidade em curso, sustentada por iniciativas concretas, ganhos de eficiência e integração da cadeia. Para o Brasil, trata-se de uma oportunidade de consolidar sua posição como fornecedor global de soluções industriais de baixo carbono, combinando escala, competitividade e base energética favorável. Fundada em 1963, em Joinville (SC), a Schulz S.A. construiu uma trajetória que acompanha a evolução da própria indústria metalúrgica brasileira. Com atuação nas unidades Automotiva e Compressores, a companhia se consolidou como referência global em fundição, usinagem, pintura e montagem. Presente em mais de 70 países, com cerca de 3,5 mil colaboradores, a empresa registrou faturamento de R$ 2,3 bilhões em 2025, reforçando sua posição como um dos principais players do setor. A iniciativa foi reconhecida internacionalmente no Green Mover Award 2026, na categoria Green Supply Chain. A premiação, promovida pela Daimler Truck, avalia projetos com impacto ambiental mensurável em sua cadeia global de fornecedores. O projeto destacou-se entre 107 iniciativas inscritas de diferentes países, evidenciando o potencial competitivo da indústria nacional no desenvolvimento de soluções sustentáveis em escala. O caso posiciona o Brasil como um ambiente favorável à transição para uma indústria de baixo carbono. A matriz energética predominantemente renovável é um dos principais diferenciais, ao lado da ampla disponibilidade de matérias-primas, da maturidade técnica do setor de fundição e de uma logística de exportação relativamente menos exposta a gargalos internacionais. No âmbito industrial, a redução de emissões foi viabilizada por uma combinação de práticas e investimentos. Entre os principais vetores estão a adoção de fornos de indução de alta eficiência energética e o uso intensivo de sucata metálica como matéria- -prima, inserindo o processo produtivo em uma lógica de menor dependência de recursos primários. Esse modelo é sustentado por energia de origem renovável, o que amplia os ganhos ambientais. Outro ponto relevante é o avanço consistente em economia circular. O projeto incorporou soluções para reaproveitamento de resíduos, como sobras de usinagem e areia de fundição. A prática reduz a destinação de resíduos a aterros e contribui para a eficiência no uso de recursos, alinhando-se às diretrizes globais de sustentabilidade industrial. A iniciativa evidencia o papel estratégico da colaboração entre montadoras e fornecedores. No Brasil, esse modelo tem se mostrado eficaz para acelerar a adoção de tecnologias e práticas capazes de gerar impacto direto na redução de emissões. Essa integração permite ganhos de escala e maior velocidade na implementação de soluções, um fator crítico diante das metas cada vez mais exigentes de descarbonização.

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