68 Abril 2026 | AutoData INDÚSTRIA » INVESTIMENTO com a CNH Industrial – até 2020 as duas empresas faziam parte do mesmo grupo empresarial –, superando limitações de capacidade e trazendo maior fluidez à operação logística. TECTOR A GÁS PARA O BRASIL Dentro do plano de oferecer alternativas ao diesel também é parte do investimento a homologação para o mercado brasileiro do caminhão Tector 17 toneladas movido a gás natural ou biometano, o que deverá acontecer até meados deste ano, segundo o presidente da Iveco. O modelo semipesado é produzido em Córdoba, Argentina. “Estamos em vias de iniciar as vendas. O veículo precisa apenas de alguns ajustes aqui. Não dá para dizer que será produzido em Sete Lagoas, mas lá ele será finalizado e adaptado.” Por enquanto produzir o modelo em Sete Lagoas não é cogitado, mas, dependendo da procura, a situação pode mudar: “Posso produzir em Córdoba e aqui, depende muito de como estará a questão financeira. Por um lado, fabricar na Argentina é 20% mais caro do que no Brasil, mas tem a questão logística, que é preciso pôr nesta conta. Tudo depende da infraestrutura e dos incentivos. Havendo demanda podemos produzir todas as tecnologias disponíveis aqui”. Na mão inversa algo parecido ocorre com o extrapesado S-Way Euro 6, fabricado desde o fim de 2022 em Sete Lagoas, quando substituiu o Hi-Way Euro 5. O caminhão passou a ser produzido também em Córdoba no fim de fevereiro, embora na Argentina ainda seja permitida a motorização Euro 5. “Na janela de preparação da produção de Córdoba nós exportamos algo daqui, enquanto a produção lá ficava pronta. Usamos as duas unidades para ter essa sinergia”, contou Querichelli, observando que o impacto foi mínimo na unidade mineira. A Iveco já fabrica no Brasil versão do S- -Way a gás e comercializa no mercado local ônibus a gás produzidos em Córdoba. Além disso, nos modelos leves tem a alternativa do Daily elétrico, importado da Europa. Ainda na forma de conceito também existe a versão do Daily multicombustível, que roda a gás natural, biometano e etanol, e está em operação assistida de testes com a JBS. SEM CONTRATAÇÕES Sobre nova contratações para aumentar o ritmo produtivo Querichelli responde que, com o mercado de veículos pesados em queda, no momento a empresa apenas observa o movimento e dá conta de produzir com o efetivo atual. Trabalham em Sete Lagoas em torno de 3 mil funcionários e 1 mil em Córdoba, incluindo produção e mensalistas. “Não vamos ter muitas turbulências na produção”, salientou, ao citar que todas as linhas, de leves, semipesados e pesados, operam em um turno. Já a fabricação de cabines em Sete Lagoas, incluindo pintura e montagem, é feita dois turnos porque é necessário alimentar duas fábricas, no Brasil e na Argentina. Vista aérea da fábrica da Iveco em Sete Lagoas: mais R$ 1 bilhão em investimentos até 2028. Querichelli recebe a visita do presidente Lula na fábrica mineira: entrega de ônibus ao Caminho da Escola após o anúncio de novo investimento. Ricardo Stuckert/PR Divulgação/Iveco
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