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15 AutoData | Maio 2026 Somos um fornecedor de primeiro nível para as montadoras, global. Então a Aumovio enxerga que precisa cada vez mais aumentar a penetração com as montadoras chinesas, dado o crescimento delas, e se tornar mais competitiva também frente aos competidores chineses. Passa por processos de desenvolvimento mais dinâmicos, mais baratos, por escolhas de componentes com uma graduação diferente, assumindo alguns riscos, em desafiar o status quo. Este, globalmente, é o grande desafio. No Brasil as montadoras chinesas estão chegando com força e velocidade. O que podemos fazer neste momento? Colaborar com elas, como Aumovio. E é o que estamos fazendo: temos discussões com as principais montadoras chinesas que estão se instalando no Brasil, buscando por conteúdo local. E temos produtos lá fora, na China, que podemos produzir aqui, nossas áreas de atuação são basicamente as mesmas. No curto e médio prazo, nossa função é colaborar com essas empresas. No longo prazo, se a base de fornecimento chinesa tiver interesse em vir para o Brasil, talvez precisemos estabelecer algumas regras. Será que elas não deveriam fazer parcerias com empresas já estabelecidas aqui? Mas, em resumo, aqui no Brasil é menos risco e mais oportunidade com os chineses. No momento, para nós, eu não diria que é só oportunidade, porque se o mercado não cresce alguém está perdendo volume. Se os nossos parceiros de longa data perdem volume, nós também perdemos. Mas vemos todo mundo se movimentando. Quem tem sucesso está se movimentando e continuará tendo sucesso. Disto nós temos certeza. tamanho do mercado: temos uma frota de veículos leves em torno de 45, 47 milhões de unidades. É mais ou menos um veículo para cada quase cinco pessoas no Brasil. Na Argentina é metade disso, um para dois e meio. Nos Estados Unidos é menor que um. Ou seja: o mercado está aí, tem potencial, mas não se materializa. Poderíamos ter um mercado de 7 milhões de veículos, que teria mais relevância no mercado global. E tudo é impactado, também, pela média salarial das pessoas versus o preço do veículo. Temos a nossa complexidade, os problemas tributários, a infraestrutura que é cara, são coisas que encarecem o veículo e dificultam o acesso. Sem falar na taxa de juros, que encarece os financiamentos, gera a retração nos volumes de produção. E as grandes flutuações. São desafios do Brasil. Por outro lado, do ponto de vista geopolítico, temos um bom posicionamento, está atraindo investimentos, especialmente das montadoras chinesas. O acordo Mercosul-União Europeia poderia potencializar alguns dos temas, obviamente, mas será que não poderíamos ser um polo exportador também para a Europa? É muito ambicioso, mas precisamos de um plano de País para buscar isso. Ainda no campo dos desafios: a competitividade é crucial para a continuidade da cadeia automotiva ocidental frente a este avanço da indústria chinesa. Como o senhor vê essa questão?: acredita que o modelo de negócio precisa se transformar para enfrentar custos baixíssimos da produção chinesa? Talvez eu tenha que dividir aqui a minha resposta, dado o nosso posicionamento.

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