42 Maio 2026 | AutoData Por Márcio Stéfani Anos 80, os anos perdidos A indústria no meio da crise, da redemocratização e do conflito aberto. Mas as lições ficaram. ANFAVEA 70 ANOS » DÉCADA DE 80 A década de 1980 marcou um dos períodos talvez mais turbulentos da história da indústria automotiva brasileira e, consequentemente, da própria Anfavea. Foi um tempo em que a estabilidade institucional construída nas décadas anteriores deu lugar a um ambiente de incerteza econômica, pressão social e conflitos abertos por todos os elos da cadeia. À frente da entidade estiveram três presidentes: Newton Chiaparini, de 1981 a 1983, André Beer, que a conduziu com brilhantismo por quase toda a década, de 1983 a 1989, e Jacy de Souza Mendonça, que assumiu em 1989 iniciando um ciclo que se estenderia pela década seguinte. DEMOCRACIA, INFLAÇÃO E GREVES O Brasil vivia o esgotamento do modelo econômico do regime militar. A crise da dívida externa, a perda de dinamismo da economia e, sobretudo, o avanço descontrolado da inflação colocaram a indústria sob pressão permanente ao longo de quase toda a década. A hiperinflação corroía margens, tornava inviável o planejamento e desorganizava completamente a lógica de produção e comercialização. Em resposta, uma sucessão de planos econômicos – Cruzado, Bresser e Verão – tentou, sem sucesso, conter o processo inflacionário. Neste ambiente de desorganização econômica a atuação da Anfavea ganhou Divulgação/Sindicato dos metalúrgicos do ABC Pressão sindical moldou atuação da Anfavea, que alinhou a posição institucional de seus associados
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