74 Maio 2026 | AutoData INVESTIMENTOS » CHINA NO BRASIL robusta e na atualização contínua de sistemas conectados. A AFIRMAÇÃO DAS NOVATAS A GAC chamou a atenção no Salão de Pequim com o Hyptec HT 2027, SUV elétrico de portas asas de gaivota com autonomia que desafia os limites atuais da eletrificação. A ofensiva de produtos no Brasil já está em andamento: sedã e SUVs híbridos e elétricos com preços competitivos. A GAC formalizou associação com a HPE para produção em Catalão, GO, a partir de 2027, com investimento de US$ 1,3 bilhão, meta de 50 mil unidades por ano até 2030 e rede de 120 concessionárias. Também do Grupo Chery a Jetour ocupa o segmento de SUVs para viagens e aventura com seis lançamentos previstos para 2026. Em destaque os modelos T1 e T2 híbridos plug-in de visual quadrado, que oferecem a estética dos jipes de luxo por cerca de metade do preço, com garantia de sete anos e rede de cem concessionárias prometida para o ano. A MG Motor, marca britânica sob controle da SAIC, iniciou operações oficiais no Brasil no fim de 2025 com três elétricos: o hatch MG4, o SUV MG S5 e o conversível Cyberster, com planos de montagem nacional já em 2026. Para Roa, mais do que comercializar veículos a meta destas marcas é a nacionalização de cadeias produtivas inteiras: “A chegada de autopartistas sistêmicas tanto para a produção quanto para a reposição será uma realidade. Em até três anos veremos o aumento deste mercado [de autopeças] para cá”. Elas chegam para montar cadeias industriais no Brasil trazendo fornecedores de autopeças e sistemistas chineses que devem se fixar aqui para garantir o aftermarket. VEM MAIS POR AÍ A chegada de novos players em 2026 é o que Roa chama de “guerra da pizza”, metáfora para a disputa por um mercado que não cresce na mesma velocidade que a oferta de novos fabricantes: “É como ter uma pizza em casa e mais pessoas chegam para comê-la. Você vai ter que cortá-la em tamanhos menores. Eu acho que esta é a tendência. O share agora vai começar a diminuir, com a vinda de brands com qualidade”. Dentre os que preparam o bote no mercado nacional destacam-se BAIC, Beijing Auto, Lynk & Co e Dongfeng. A BAIC, uma das dez maiores fabricantes da China, já estuda o mercado brasileiro para escoar uma parte da sua enorme capacidade produtiva. Planeja ter vinte concessionárias no primeiro ano, com portfólio focado em eletrificados: o elétrico compacto Arcfox T1, com até 400 quilômetros de autonomia, preço estimado em torno de R$ 100 mil, o híbrido off-road BJ30, com motor de 409 cv, e o SUV médio urbano X55. A marca também considera produção local no futuro, seja por montagem CKD ou fabricação completa. A Dongfeng, que para o Brasil adotou o nome DFM, parte de uma primeira fase de importações e caminha para a produção nacional com uma marca única para todos os seus veículos. Os modelos de lançamento serão dois elétricos: o compacto Box, com vocação para a mobilidade urbana com câmara 360° e central multimídia, e o SUV Vigo, familiar, com até 480 quilômetros de autonomia. A Avatr, aliança da Changan com a MG 4
RkJQdWJsaXNoZXIy NjI0NzM=