432-2026-05

76 Maio 2026 | AutoData INVESTIMENTOS » CHINA NO BRASIL Huawei e a CATL, chega pelas mãos do Grupo Caoa. O SUV cupê elétrico Avatr 11, carro-chefe da marca, oferece motor de 585 cv e autonomia declarada de 710 quilômetros, com direção autônoma e conectividade de ponta. Ainda sem preço oficial divulgado, estimado em torno de R$ 600 mil, está em pré-venda para chegada nos próximos meses. A Lynk & Co, marca global nascida da parceria da Geely com a Volvo, chega este ano com o SUV híbrido 08 e o totalmente elétrico Z20, mirando o consumidor que valoriza design refinado e alta tecnologia. A marca adotará compartilhamento de infraestrutura de pós-venda com a Zeekr. A IM Motors, divisão de luxo do grupo SAIC, é trazida pela MG para o segundo semestre, para competir com Denza, Zeekr e fabricantes europeias tradicionais. Os modelos da IM compartilharão a rede de concessionárias da MG, que projeta expandir de 25 para setenta pontos de venda até o fim do ano. O modelo de estreia é o SUV cupê IM LS6, de 4m91 e entre-eixos de 2m 95, com arquitetura de 800 volts para recargas ultrarrápidas, motorização topo de linha com 750 cv e aceleração de 0 a 100 km/h em 3,5 segundos. As telas digitais internas superam 40 polegadas. A apresentação oficial deve ocorrer no fim de agosto, durante o Festival Interlagos Carros 2026. NOVAS BATERIAS E O CARREGAMENTO RÁPIDO A tecnologia de propulsão apresentada no Salão de Pequim 2026 respondeu a uma das principais objeções ao elétrico no Brasil: a autonomia. As novas baterias de estado sólido e os sistemas de carregamento ultrarrápido foram grandes atrações do evento. “Estas facilidades de ter um fast charger será o pulo do gato nos próximos anos”, projeta Roa. Enquanto isso, a tecnologia Reev – veículo elétrico com extensor de autonomia a combustão –já está disponível no Brasil pela Leapmotor no modelo C10, oferecendo resposta à vasta geografia brasileira sem depender de infraestrutura de recarga. A marca opera em parceria com o Grupo Stellantis, que detém 21% da Leapmotor e distribui seus carros fora da China pela Leapmotor International. No Brasil comercializa o C10 Reev e 100% elétrico e o SUV compacto B10 elétrico. A montagem nacional em Goiana, PE, está prevista para 2027, com capacidade de até 50 mil unidades por ano dentro do ciclo de R$ 30 bilhões que a Stellantis aplica no Brasil d 2025 a 2030. VW, FIAT, GM E TOYOTA: ADAPTAÇÃO ACELERADA. O cenário para as montadoras tradicionais é de adaptação acelerada. Roa aponta que o caminho para estas gigantes será a formação de parcerias tecnológicas com os próprios chineses, como já ocorre na Europa: “É aquele do melhor unir para crescer”, observa. A verticalização produtiva – marcas como a Leapmotor produzem internamente 65% dos componentes do carro – dá uma vantagem em custos que o modelo de terceirização ocidental não consegue acompanhar. No Brasil de 2026 esta eficiência se traduz em preços agressivos que forçam a readequação nas tabelas e nas margens de lucro das marcas estabelecidas. A tese do “automóvel de software” saiu das projeções futuristas para ocupar o centro das linhas de montagem atuais, e desembarca nos portos nacionais com interfaces de inteligência artificial gene-

RkJQdWJsaXNoZXIy NjI0NzM=