81 AutoData | Maio 2026 as fabricantes chinesas estão cada vez mais buscando novos mercados para seus produtos. E não olham apenas para a América Latina, onde já fincou suas raízes: seus ambiciosos planos miram o mercado europeu e, mais à frente, os grandes países da América do Norte, o Canadá e os Estados Unidos, quando a confusão com tarifas de Donald Trump for resolvida. SUPERLATIVO Não é fácil caminhar todos os 380 mil m² do Auto China em Pequim. Para efeito de comparação a área total do Salão do Automóvel de São Paulo, no ano passado, foi de meros 64 mil m², incluindo um espaço para a realização de test drives. Algumas dezenas de marcas, conhecidas e ainda desconhecidas dos brasileiros, promoveram centenas de lançamentos e atraíram a curiosidade do público, que compareceu em peso. Além de fornecedores e empresas do ecossistema da mobilidade: são mais de 1 mil expositores. Como tudo é superlativo na China ficou difícil conferir todas as novidades não só pelas distâncias a serem percorridas mas, sobretudo, pela quantidade de pessoas que se amontoaram próximas aos carros. Jornalistas – são mais de 23 mil credenciados: só do Brasil foram em torno de cinquenta –, influencers, concessionários, executivos de empresas do setor. A organização calculou cerca de 900 mil visitantes. O protagonismo, não à toa, foi das marcas locais. BYD, Changan, Chery, GAC, Geely, GWM, Leapmotor, MG e suas submarcas, como Denza, Omoda Jaecoo, Aion, Zeekr, Ora dentre outras, ocuparam os maiores espaços. Algumas intrusas como as orientais Hyundai, Nissan e Toyota, e europeias, como Citroën, Peugeot e Volkswagen, também estiveram presentes tentando recapturar a atenção do consumidor chinês. EXPANSÃO Algumas marcas mostraram em Pequim planos mais robustos de internacionalização. Por exemplo, o Grupo Chery focou para além do oceano, com anúncio de expansão para a Europa, a América do Sul e lançamentos globais. Só do grupo que há mais tempo opera no mercado brasileiro, hoje em parceria com a Caoa, foram confirmadas duas novas marcas: a Exeed e a Lepas. A Dongfeng, que tem parceria histórica
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