18 Junho 2026 | AutoData C M Y CM MY CY CMY K a participação da GM pouco a pouco até chegar na situação atual, de pouco mais de 10% do mercado. No ano passado, mesmo com a tardia reestilização do Onix e do Onix Plus, caíram 12,4%. A VIRADA DE PÁGINA Para retomar o mercado perdido a GM não pretende reinventar a roda, mas investiu forte: R$ 1 bilhão do ciclo de R$ 7 bilhões anunciado em 2024 até 2028. Mirou o segmento com alto potencial de crescimento, o de SUVs compactos, e posicionou um modelo com bastante tecnologia e preço atrativo. Foi a mesma coisa que fez com o Onix no passado, modelo que chegou a liderar as vendas e colocar a marca no topo do pódio. Mas o mercado agora já não é o mesmo. Embora seja generoso o pacote de itens de tecnologia e conforto oferecido nas duas versões, RS e Premier, o Sonic não traz nenhuma inovação ao segmento. Melhorou, é verdade, o que já é encontrado em rivais, como os faróis full led com projetor que traz peças mais leves e mais eficiência, o sistema Adas com maior cobertura graças à câmara com mais definição, e um visual mais moderno inspirados em seus elétricos produzidos na América do Norte. São exemplos que não devem pesar decisivamente em um crescimento robusto, embora ajudem a diferenciar o Sonic da concorrência. Ele foi posicionado dentro do portfólio em um patamar mais elevado em termos de preços, com as duas versões equipadas com transmissão automática de série. Para este primeiro momento de lançamento a Chevrolet definiu preços promocionais, de R$ 129 mil 990 na Premier e de R$ 135 mil 990 para a RS, que serão mantidos ainda por tempo indeterminado. Desta forma o Sonic não brigará na faixa mais competitiva e atraente do segmento, entre R$ 110 mil a R$ 120 mil com versões de Tera, Kardian e Pulse, missão deixada na mão do Onix Activ, a versão suavizada do hatch produzido na mesma Gravataí. O vice-presidente de vendas Rafael Santos diz que o grande chamariz do Sonic é seu design imponente, com a parte dianteira elevada, diversos vincos que criam o que os designers chamam de musculatura. “Ele não sairá da cabeça do consumidor”, afirmou, citando o mote da campanha de marketing que é veiculada na mídia desde o começo de junho. PRIMEIROS RESULTADOS Em pouco mais de duas semanas de Sonic nas concessionárias a GM diz ter vendido 14 mil unidades. Foi a melhor estreia de um modelo Chevrolet no mercado brasileiro na história, resultado que reforça a aposta da empresa no SUV cupê. “Desde sua apresentação o Sonic vem despertando forte interesse do público e traduzindo essa conexão em vendas”, diz um confiante presidente Owsianski. “O resultado alcançado reforça o potencial do produto e a força da marca Chevrolet no mercado brasileiro.” Segundo a Fenabrave foram emplacadas 2,8 mil unidades do Sonic em maio, com menos de trinta dias de vendas. A GM não divulgou projeções de volume, mas admite que a ideia é posicionar o novo carro dentre os mais vendidos do País. O Brasil foi só o primeiro mercado a vender o modelo, que já começa a chegar à Argentina, Colômbia, Equador, Uruguai e Paraguai. A intenção da GM, aos poucos, é expandir as exportações, inclusive para além da América Latina. ESPECIAL » CHEVROLET SONIC
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