17 AutoData | Junho 2026 colocar a operação nos trilhos e de dar clareza à direção dos negócios nos próximos anos. Mas, para isto, precisa de novidades. Mais do que isto, precisa de produtos que agradem ao público brasileiro e tirem o foco da clientela das atrações eletrificadas das marcas chinesas. Uma das grandes apostas nesta retomada já pode ser encontrada na rede de concessionários, que esteve nos últimos anos ansiosa por produtos inéditos. O SUV compacto – pela empresa considerado um SUV cupê – Sonic chega para concorrer em um segmento com alto potencial de crescimento e muita concorrência. Com sua proposta de desing alinhado a alguns produtos globais tem todas as credenciais para ajudar a Chevrolet a brigar por uma fatia maior do mercado. PERDENDO ESPAÇO PARA CHINESES É inegável que a marca que mais perdeu espaço para as empresas de origem chinesa que chegaram nos últimos anos foi a Chevrolet. Em 2020, último ano em que liderou as vendas no Brasil e teve o Onix como modelo mais vendido, foram registrados 338,5 mil veículos da marca, ou 17,5% do total do mercado. No ano passado a participação chegou a 10,8%, com 275,9 mil unidades. Em cinco anos as vendas da GM caíram 17,5% e a Chevrolet passou de líder a terceira marca mais vendida, superada por Fiat e Volkswagen, ameaçada pela quarta, Hyundai, e agora pela chinesa que mais cresce no mercado, a BYD. Porque enquanto seus concorrentes inundaram o mercado de novidades, do BYD Dolphin Mini ao GWM Haval H6, passando pelos Volkswagen Tera e Fiat Strada – que roubou do Onix a liderança – a Chevrolet pouco avançou em seu portfólio. Lançou o SUV Tracker, é verdade, assim como a picape Montana, mas foi pouco e o resultado não veio em forma de aumento de market share, embora estivessem justamente nos dois segmentos que mais cresceram em vendas no período. Seus passos rumo à eletrificação também não acompanharam o mercado: trouxe o Bolt, parou de vender o Bolt, lançou o Bolt EUV dias antes de interromper a produção nos Estados Unidos… só voltou a acertar a direção recentemente, com a nova linha de elétricos iniciada com o Blazer e Equinox e agora com a montagem em território nacional do compacto Spark e do Captiva – ambos kits desses veículos importados da China. Para piorar o campeão de vendas, Onix, precisou ter sua produção interrompida no meio da pandemia por causa da crise dos semicondutores. À época a GM direcionou os chips para seus veículos da América do Norte, preferencialmente – por causa de suas margens de lucro mais generosas –, e a fábrica de Gravataí chegou a ficar meses sem produzir o hatch e o sedã. A difícil decisão fortaleceu seus concorrentes diretos, como Hyundai HB20, Fiat Argo e Volkswagen Polo. Depois o Onix ainda sofreu com rejeição por causa da polêmica criada por ter a correia do motor banhada a óleo, em uma onda de desinformação que a GM não soube enfrentar deixando as redes sociais criarem um estigma que agora é difícil de combater. Foram poucos os problemas relatados, é verdade, e a maioria por mau uso do cliente – óleo sem a especificação sugerida – e a extensão da garantia, colocada como solução pela companhia, não teve o mesmo alcance dos boatos. Esta conjunção de fatores derrubou
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