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38 Junho 2026 | AutoData ESTUDO » INVENTÁRIO DE EMISSÕES São Paulo, medindo entre dois e três mil caminhões por dia. O resultado foi revelador: apenas 30% da frota P7 atendia ao limite de NOx do Proconve. Outros 18% estavam emitindo de três a cinco vezes acima do limite, com a lâmpada de falha acesa no painel. As placas dos veículos foram repassadas à Polícia Rodoviária Federal. “A PRF abordou esses caminhões posteriormente e todos estavam sem Arla, o reagente que elimina o NOx. Todos.”, argumenta. O dado importa para o debate sobre o inventário porque ilustra a distância entre o que o documento computa e o que realmente circula pelas ruas. “A média desses valores é o que o inventário deveria usar para calcular o impacto ambiental. Mas ele usou os dados de certificação com 20% de deterioração, como se isso representasse a frota em uso real”. O equipamento de sensoriamento remoto custa cerca de R$ 8 por medição e já é utilizado em larga escala na Europa, nos Estados Unidos e na China. No Brasil, tanto a Cetesb quanto o Ibama resistem à sua adoção. O documento do Iema acerta ao incluir as emissões evaporativas, mas a Anfavea e os consultores alertam para uma lacuna na infraestrutura. Embora os carros novos no Brasil atendam aos padrões mais rígidos de controle de vapores, o País falha na cadeia de distribuição. Sem o controle nos postos de combustíveis e nas distribuidoras, o “cheiro de gasolina” que sentimos ao abastecer continua sendo um vazamento massivo de poluentes que o inventário cita, mas não soluciona. “Ainda existem oportunidades de melhoria no sistema como um todo, especialmente no controle das emissões na cadeia de distribuição, o chamado Stage 1, realizado na distribuidora, e o Stage 2, realizado na bomba de combustível o qual é adotado pela Europa”, explica Martins. Para Gabriel Murgel Branco o inventário do Iema não identificou a tendência correta das emissões evaporativas, não detectou o problema crescente do particulado dos motores GDI, não reconheceu os avanços dos veículos a diesel e continuou atribuindo ao etanol um problema de aldeídos que foi resolvido há três décadas. “Esse inventário não identifica as tendências mais recentes e não recomenda atualizações do Proconve. É um planejamento do passado”. Shutterstock/Alf Ribeiro

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