» EDITORIAL AutoData | Julho 2026 Diretor de Redação Leandro Alves Conselho Editorial Isidore Nahoum, Leandro Alves, Márcio Stéfani, Pedro Stéfani, Vicente Alessi, filho Redação Pedro Kutney, editor Colaboraram nesta edição André Barros, Lucia Camargo Nunes Projeto gráfico/arte Romeu Bassi Neto Fotografia DR/Divulgação Capa Fotomontagem com IA Gemini Comercial e publicidade tel. PABX 11 3202 2727: André Martins, Luiz Giadas, Renato Vieira, Rosa Damiano, Valdir Vieira e Vanessa Vianna Atendimento ao cliente tel. PABX 11 3202 2727 Departamento administrativo e financeiro Isidore Nahoum, conselheiro, Thelma Melkunas, Hidelbrando C de Oliveira, ISN 1415-7756 AutoData é publicação da AutoData Editora e Eventos Ltda., Av. Guido Caloi, 1000, bloco 5, 4º andar, sala 434, 05802-140, Jardim São Luís, São Paulo, SP, Brasil. É proibida a reprodução sem prévia autorização mas permitida a citação desde que identificada a fonte. Jornalista responsável Leandro Alves, MTb 30 411/SP autodata.com.br AutoDataEditora autodata-editora autodataseminarios autodataseminarios Por Leandro Alves, diretor de redação Não à desindustrialização 2026 é um ano repleto de comemorações na indústria automotiva nacional. Tivemos os 70 anos da Anfavea e destacamos nesta edição os 50 anos da Fiat no Brasil. E as efemérides não param por aqui. Mais do que registrar a trajetória que forjou toda a cadeia industrial, não só a automotiva, é preciso reconhecer que o desenvolvimento de um país ocorre historicamente a partir dessas atividades. As três revoluções industriais que aconteceram a partir do século XVIII com a máquina a vapor, posteriormente com a utilização do petróleo e do aço no século XIX e finalmente a revolução eletrônica das décadas de 1950 e 1970 trouxeram grandes avanços para a sociedade global. Desde então foram pouquíssimos os casos de desindustrialização. Ao contrário a industrialização passou a ser a medida de referência para a evolução dos países. Assim, tratar políticas pontuais de incentivo como um ponto de inflexão para uma suposta desindustrialização é não reconhecer a história do próprio setor automotivo que, em outros momentos, também utilizou a mesma ferramenta até consolidar suas operações em solo nacional. Não se trata, como se faz lamentavelmente a discussão sobre política neste País, de escolher um lado, mas de utilizar as regras do jogo para garantir investimentos para o País e formular leis que coloquem o setor automotivo na vanguarda global. Ao que parece estes pilares estão bem definidos e deverão ser adotados integralmente, assim como as supostas vantagens alfandegárias colocadas para os próximos seis meses estão disponíveis para todos com operações no Brasil. A bela história dos 50 anos da Fiat, retratada em especial de 45 páginas nesta AutoData, nos recorda que o DNA automotivo no Brasil é de inovação, adaptação às dificuldades das mais diversas mas, principalmente, de força e resistência. A indústria que está aqui não vai embora e nem vai acabar. Ela se adaptará e continuará evoluindo. Um bom exemplo desta afirmação você encontra na entrevista From the Top com Evandro Maggio. Nem mesmo uma catástrofe ambiental extrema que destruiu sua operação de produção de motores foi capaz de fazer a Toyota recuar dos seus ambiciosos planos no Brasil. É disto que se trata: testemunhamos uma transformação sem precedentes que não destruirá aquilo que os fundadores desta indústria deixaram como legado. Da nossa parte continuaremos nossa missão de transformar informação do setor em conhecimento.
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