36 Agosto 2026 | AutoData EVENTO AUTODATA » REVISÃO DAS PERSPECTIVAS 2026 mercado brasileiro de caminhões chegou, em 2013, a 153 mil unidades. Saindo deste patamar e traçando uma reta até hoje observamos necessidade e demanda por caminhões novos de 580 mil unidades, fora os 315 mil com idade avançada”. Para os executivos da Iveco, Mercedes- -Benz e Volvo o diagnóstico dos problemas é unânime: juros e falta de previsibilidade. George Carloto, diretor comercial da Iveco, frisou o peso do crédito: “Fazer o investimento nestes níveis de juros, hoje, leva a um investimento que provavelmente não se paga ao longo do tempo”. Carloto também apontou o problema estrutural da frota envelhecida: “Hoje nós temos mais de meio milhão de caminhões com mais de 25 anos rodando no Brasil. Isto afeta demais o nosso meio ambiente e a segurança do transporte”. Alcides Cavalcanti, diretor comercial da Volvo Caminhões, prevê recuperação gradual do mercado e queda menor, de 5% a 10%, das vendas de modelos pesados e semipesados. Nesse sentido ele elogiou o efeito prático das linhas de crédito incentivadas criadas pelo governo: “O programa baixou a taxa de juros de cerca de 20% para 13% ao ano e, com isto, os empresários se animaram a comprar. É fato que nós precisamos ter taxas de juros decentes para incentivar a renovação de frota”. O segmento de ônibus, por sua vez, enfrenta a retração comum em anos eleitorais. Walter Barbosa, vice-presidente da Mercedes-Benz responsável pelas vendas de ônibus, pontuou: “Se considerarmos o spread bancário a taxa chega ao cliente de 18% a 20% ao ano. Isto não dá vontade para ninguém renovar a frota”. COMPETITIVIDADE E PRESSÃO CHINESA A chegada massiva ao Brasil das fabricantes chinesas não afeta apenas a venda final de veículos leves mas balança toda a cadeia de autopeças. Ricardo Roa, sócio- -líder do segmento automotivo da KPMG Ricardo Roa, KPMG Painel de veículos comerciais: Márcio Stéfani e Soraia Pedrozo (nas pontas), de AutoData, Walter Barbosa, da MercedesBenz (esq.), George Carloto, da Iveco (centro), e Alcides Cavalcanti, da Volvo.
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