59 AutoData | Agosto 2026 e Citroën a planta de Porto Real passou por processo de adequação fabril para integrar o portfólio da Jeep, em transformação financiada pelo ciclo de investimento de R$ 3 bilhões aplicado de 2025 e 2030 na unidade – parte do programa maior de R$ 32 bilhões que a Stellantis destina às suas operações no Brasil e na Argentina no mesmo período. PRODUTIVIDADE MULTIMARCA A complexidade industrial exigida para produzir o novo modelo levou a Stellantis a modificar diversas áreas da planta: as linhas de produção receberam adaptações específicas para acomodar a plataforma eletrificada do Avenger, com destaque para os ajustes na funilaria e nos processos de montagem final, além da instalação de equipamentos de pintura otimizados para o novo design. Para aumentar o volume de produção, que a companhia projeta como “bastante positivo”, a unidade abriu um segundo turno de trabalho, que envolveu a contratação de oitocentos novos colaboradores diretos para as linhas da fábrica. A fabricação de um Jeep de entrada, em território no qual a marca não atuava e que representa o seu ingresso na categoria B-SUV, cujas vendas já cresceram 80% este ano, tem potencial para trazer injeção de produtividade ao polo de Porto Real como há tempos não se via. “Já tivemos Peugeot, temos Citroën e agora juntando também a Jeep para poder fazer com que seja mais uma das nossas plantas multimarcas”, resumiu Glauber Fullana, vice-presidente sênior de manufatura da Stellantis América do Sul. “Todas as nossas plantas são multimarcas e podemos fazer qualquer tipo de carro. Tudo depende muito do plano que temos para entender em qual planta ele vai se adaptar melhor.” O impacto positivo da produção de mais um carro em Porto Real também tem efeito sobre a cadeia de fornecedores parceiros, gerando centenas de novos empregos na região. O PAPEL DE PORTO REAL A relevância da fábrica no organograma da companhia é reforçada pelos números: a América do Sul responde por cerca de 20% dos negócios globais do Grupo Stellantis, posicionando as operações brasileiras como pilar de sustentação das regionais. A autonomia conferida à engenharia local, que conta com um contingente de 3 mil profissionais contando engenheiros e designers, é o que torna viável a adaptação de projetos globais, como o próprio Avenger. No horizonte a gestão do polo mantém postura de cautela quanto a novas ampliações, como a eventual implementação de
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