61 AutoData | Setembro 2026 ficação, portanto, deixou de ser apenas uma possibilidade tecnológica e passou a integrar políticas de transporte urbano. CAMINHÕES EM OUTRA VELOCIDADE Se nos ônibus a eletrificação acelera nos caminhões a transição no Brasil é mais lenta, pois os custos e os gargalos de infraestrutura são maiores. Um caminhão rodoviário pode percorrer centenas de quilômetros por dia e chegar a regiões sem qualquer ponto de recarga. Além disto o peso das baterias interfere diretamente na capacidade de transporte e na rentabilidade do veículo. Sob essas condições a eletrificação tende a avançar primeiro nas aplicações urbanas e de menor distância. Nos caminhões pesados de longa distância, biodiesel, biometano, hidrogênio e outras alternativas poderão assumir papéis de maior protagonismo, dependendo da missão do caminhão. Não existe uma única solução energética capaz de atender a todas as missões. Levando em consideração esta lógica a Mercedes-Benz adota postura mais comedida para a transição energética de seus caminhões no Brasil. Há dois anos estão em testes no País algumas unidades do pesado eActros e do leve Fuso eCanter, para avaliar a eficiência e viabilidade econômica destes modelos sob as condições brasileiras. Também estão em curso testes com uso de misturas de biodiesel. “A transição precisa ser ambientalmente responsável, operacionalmente eficiente e economicamente viável”, observa Denis Güven. “Não promovemos uma tecnologia isolada mas a melhor solução para cada cliente no momento certo, garantindo sustentabilidade comercial.” NOVA ERA A história da Mercedes-Benz no Brasil acompanha a própria evolução do transporte rodoviário e da engenharia por trás do produto. O caminhão a diesel ajudou a profissionalizar um setor que precisava vencer longas distâncias em condições severas. Depois a especialização dos produtos seguiu o crescimento das diferentes operações. A engenharia brasileira transformou as dificuldades do País em conhecimento e passou a desenvolver soluções que também encontram aplicação em outros mercados. Nos ônibus a evolução dos produtos Mercedes-Benz não só acompanhou a transformação das cidades como também liderou tendências à frente de seu próprio tempo, e agora entra em fase acelerada de eletrificação. Nos caminhões a transição será mais diversificada. Algumas operações poderão avançar rapidamente para o elétrico. Outras dependerão por mais tempo dos biocombustíveis. Gás, biometano e hidrogênio também terão espaço conforme aplicação e infraestrutura evoluírem. No fim a lógica permanece a mesma. O transportador continuará precisando levar uma carga do ponto A ao ponto B. A diferença é que este caminho fica cada vez mais tecnológico. E a engenharia terá de garantir que esta tecnologia não seja apenas possível mas produtiva, disponível e economicamente viável. Com sete décadas nas ruas e estradas brasileiras a Mercedes-Benz entendeu as características do País para oferecer os produtos certos e liderar a evolução tecnológica do setor. Foi assim com o diesel. Deverá ser assim com a transição energética. eCity, terceiro chassi elétrico a ser produzido pela Mercedes-Benz a partir de 2027: solução mais barata para pequenas e médias cidades.
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