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109 AutoData | Outubro 2026 importados representaram 47,7% do consumo brasileiro no primeiro semestre de 2026. A China respondeu por 36% das importações de janeiro a agosto, ante 32,5% em 2025. No segmento de máquinas para logística e construção civil a participação chinesa passou de 52,3% no ano passado para 60,4% até agosto. Para Damasio o avanço chinês está ligado também à produtividade e à escala de produção: “Os chineses não estão entrando aqui simplesmente porque são chineses mas porque têm boas fábricas, investiram em produtividade, fizeram este trabalho e este trabalho está faltando aqui”. O coordenador da Abimaq também destaca o excesso de oferta na China, que favorece a entrada de equipamentos a preços menores: “A China está com excesso de oferta, então eles chegam com equipamentos a preços mais baixos e hoje em dia com qualidade que a gente não pode dizer que é ruim”. Para a indústria brasileira o desafio é ampliar a competitividade e a produtividade diante desta concorrência. EXPORTAÇÕES E CENÁRIO 2027 Para as exportações de máquinas rodoviárias e equipamentos de construção a Abimaq prevê queda de 1,1% no faturamento externo em dólares em 2026, apesar da alta de 6,2% registrada até agosto, quando os embarques da indústria geral somaram US$ 8,8 bilhões. A projeção anual considera os efeitos esperados da sobretaxação aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e a desaceleração dos embarques no segundo semestre. No recorte de máquinas para logística e construção civil as exportações cresceram 13,5% este ano até agosto. Para 2027 a Abimaq ainda não tem projeção numérica específica para produção e vendas de equipamentos de construção, mas espera crescimento moderado. A PSR estima produção de 50 mil unidades, apoiada pela continuidade dos investimentos em saneamento, concessões e rodovias. A consultoria também avalia que a redução dos juros poderá estimular a construção habitacional, hoje apoiada pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Damasio considera que a indústria instalada no Brasil tem capacidade para atender a uma eventual retomada mas lembra que a incerteza dificulta decisões de expansão. A utilização da capacidade da indústria geral de máquinas e equipamentos foi de 79,6% em agosto, com média de 78,6% no ano. O coordenador aponta a concorrência chinesa, os juros elevados e a incerteza política como alguns dos principais riscos para o ano que vem. Para ele novos investimentos dependem de maior clareza sobre as condições econômicas futuras. A eventual retomada também exigirá atenção à disponibilidade de componentes, mão de obra especializada, fornecedores, capital de giro e assistência técnica. “ Estimamos a produção de 59 mil máquinas agrícolas no ano, com os tratores de menor potência sustentando o mercado. Já as colheitadeiras têm apresentado desempenho negativo, tanto em vendas quanto em produção.” Heitor Greco, PSR Arquivo Pessoal

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