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36 Outubro 2026 | AutoData PERSPECTIVAS 2027 » AUTOPEÇAS Argentina, principal parceiro comercial do Brasil no setor automotivo. No acumulado do ano até agosto foi registrada queda drástica de 21,4% nas encomendas de autopeças brasileiras pelo país vizinho. Outro são os Estados Unidos, para onde houve retração de 5,1% nos embarques, com recuo superior a 10% em diversas linhas de produtos em razão das barreiras e sobretaxas impostas pela administração de Donald Trump. Sahad ressalta que o Sindipeças tem municiado o governo brasileiro com dados para demonstrar a inconsistência das sanções estadunidenses, e reforça que os Estados Unidos mantêm superávit comercial constante com o Brasil no setor de autopeças desde 2009. Sem perspectiva de solução diplomática no curto prazo o executivo avalia ser “improvável uma solução para o novo tarifaço imposto pelo governo Trump ainda este ano”. Para ele isto “deve ficar para o próximo governo”. Paralelamente o avanço agressivo das autopeças chinesas também em outros países da América Latina – em movimento que não se restringe ao Brasil, portanto – segue corroendo a participação de mercado dos componentes brasileiros na região. INCERTEZA NO HORIZONTE A competitividade da porta da fábrica para fora permanece como o gargalo histórico do setor. A incerteza ganha contornos mais dramáticos com a proximidade de 2027, ano marcado para a entrada em vigor do Imposto Seletivo, popularmente conhecido como Imposto do Pecado, criado para desestimular o consumo de bens e serviços e que incidirá sobre os veículos automotores. A poucos dias da mudança do regime tributário a indústria segue sem conhecer as alíquotas definitivas que serão cobradas. A proposta com os porcentuais do imposto será encaminhada ao Congresso somente após o segundo turno das eleições. Sobre as projeções específicas para a cadeia de autopeças Sahad assinalou que a entidade ainda está trabalhando nas estiautomação fabril, da perda de fatia de mercado das montadoras tradicionais para as estrangeiras, especialmente as de origem chinesa, e mesmo de incertezas no ambiente de trabalho, como a aprovação do fim da escala 6x1, elenca Sahad. GARGALOS EXTERNOS Se o ambiente doméstico traz algum alento o externo impõe amargor às fabricantes instaladas no Brasil. O Sindipeças projeta um tombo da ordem de 10% nas exportações de autopeças ao fim deste ano. De janeiro a agosto os embarques de fornecedores de autopeças somaram US$ 5,2 bilhões, recuo de 4,1% com relação aos US$ 5,4 bilhões registrados em igual período de 2025. A retração é justificada fundamentalmente por dois destinos. Um deles é a “ Podemos ter um ano com ritmo mais intenso de queda da Selic, o que favorece os negócios, ou numa descendente mais cadenciada. Logo, a atividade do setor pode crescer, mas em um ritmo mais moderado.” Claudio Sahad, Sindipeças Divulgação/Sindipeças

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