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38 Outubro 2026 | AutoData PERSPECTIVAS 2027 » AUTOPEÇAS mativas para 2027, que deverão ser divulgadas somente no fim de outubro. [Depois, portanto, do fechamento desta edição.] CHINESES POUCO ACRESCENTAM O setor busca caminhos para integrar a nova onda de montadoras chinesas que prometem erguer fábricas no País. Pesquisa interna realizada pelo Sindipeças revelou que 40% das associadas consultadas receberam pedidos de cotação de marcas orientais, mas apenas 27% destas empresas que receberam consultas conseguiram efetivamente ser nomeadas como fornecedoras. As empresas contratadas relataram entraves para se adequar ao modelo de negócios das novas clientes. Questões sobre o impacto na criação de emprego e no estabelecimento de cadeia de suprimentos local são vistas por Sahad com cautela, mas sem sobressaltos: “Acompanhamos esta questão com diálogo, atenção e expectativa. Acreditamos que tudo virá a seu tempo. As montadoras chinesas estão buscando entender o nosso mercado. Além disto nossa legislação tributária e trabalhista é muito diferente. Compreender todas estas questões demanda tempo e paciência. Importante para nós é que não ocorram assimetrias competitivas. Se vierem produzir aqui, optando por fornecedores locais, os empregos surgirão”. A entidade confirma que já manteve reuniões de aproximação com outras fabricantes além da GWM, que buscou a entidade para fazer a ponte com interessados em fornecerem à chinesa. Segundo Sahad BYD, Geely e Foton foram contatadas para apresentar a capacidade da autopeça nacional, colocando-se à disposição para intermediar novas parcerias que evitem a mera importação de componentes prontos e garantam a densidade industrial do parque brasileiro. FOCO NA REPOSIÇÃO E EXPORTAÇÃO A consolidação no mercado de reposição nacional e a expansão da presença internacional figuram como a espinha dorsal do plano de crescimento de importantes fabricantes brasileiros de autopeças e, ao mesmo tempo, como elementos-chave para driblar dificuldades do mercado. Na catarinense Rio - Riosulense, que celebra oito décadas de operação em seu complexo fabril de 32 mil m² em Rio do Sul, onde emprega 1 mil profissionais que produzem componentes para motores, o objetivo para encerrar este ano é superar a barreira dos R$ 500 milhões em faturamento. A marca mantém trajetória média de expansão anual de 20%, impulsionada pela maturação de novos projetos e pela forte atuação no mercado de reposição, de onde vem 63% de sua produção. Ao mesmo tempo, conforme o CEO Ornélio Kleber, a empresa foca na ampliação de sua participação no Exterior, hoje em 28 países. As exportações têm avançado, em média, 15% ao ano. Hoje representam 10% do faturamento da empresa. Se em 2025 as tarifas impostas pelos Estados Unidos exerceram impacto significativo, quando a maior cautela dos clientes, com solicitações para postergar embarques, revisões de pedidos e reduções nos volumes programados – muitas vezes a menos da metade do que havia sido originalmente programado anteriormente à sobretaxa –, este ano o cenário mudou. Números do setor de autopeças Fonte: Sindipeças. Faturamento (R$ bilhões) Exportações (US$ bilhões) Investimentos (US$ bilhões) Saldo balança (US$ bilhões) Importações (US$ bilhões) 272,2 (+2,5%) -15,58 (+3,8%) 7,66 (-9,8%) 1,3 (+9%) 23,24 (-1,1%) 2026 (% vs. 2025)

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