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56 Outubro 2026 | AutoData PERSPECTIVAS 2027 » VEÍCULOS LEVES inadimplência maior e, possivelmente no segundo semestre, restrição de crédito para pessoas físicas”. O Boletim Focus do Banco Central, que afere semanalmente as projeções de instituições financeiras, e a Mobility Global apontam que o juro básico da economia representado na taxa Selic deve ficar em torno de 12% no fim de 2027. Briganti concorda que o juro deverá limitar o mercado: “Acreditamos em crescimento das vendas de varejo em 2027, mas não em uma explosão de demanda. Para o mercado voltar a crescer de forma muito mais acelerada o crédito precisaria voltar a caber melhor no orçamento das famílias”. Para Barros o segmento que mais sofre são os carros de entrada: “Eu estou falando de veículos de R$ 80 mil, dos hatches pequenos, que são os carros de entrada e hoje estão sofrendo muito com o volume baixo”. O presidente da Fenabrave, Arcélio Jr, lembra que os programas de incentivo mostraram o peso do crédito: “Quando algo impacta no preço e nas condições do crédito o mercado responde”. Até setembro as vendas dos modelos enquadrados no Programa Carro Sustentável, isentos de IPI, cresceram mais de 24%, contra menos de 20% do segmento total de veículos leves: “Não podemos descartar os veículos de entrada, importantes seja para um primeiro veículo novo do cliente ou como segundo carro da família”. A retomada mais forte fica para depois. Com a Selic caindo para a faixa de 7,5% a 9% em 2028 a Mobility Global prevê a venda de mais de 3 milhões de veículos leves e pouco mais de 3,2 milhões em 2029. ELEIÇÃO E AJUSTE FISCAL A eleição presidencial adiciona incerteza, mas, para Calvet, o ajuste fiscal virá de qualquer forma: “Qualquer governo que assumir terá, no primeiro ano de mandato, uma agenda de retração em relação a este ano. Haverá necessariamente um ajuste. O que vai mudar é a velocidade e a profundidade, e o ânimo do mercado será ditado por isso”. “ Acreditamos em crescimento em 2027, mas não em uma explosão de demanda. Para o mercado voltar a crescer de forma mais acelerada o crédito precisaria voltar a caber no orçamento das famílias.” Murilo Briganti, Bright Consulting CRÉDITO, O PRINCIPAL FREIO O mesmo crédito que não impediu o avanço de 2026 é a maior preocupação para 2027, como observa Roberto Barros, especialista do setor automotivo da Mobility Global: “É um crescimento baixo com relação a 2026, porque este ano deve permanecer forte também”. Segundo ele, mesmo com a Selic em queda, a inadimplência cresce em ritmo talvez nunca visto. “A taxa de inadimplência está muito alta e isso acaba fazendo com que a disponibilidade de crédito, principalmente para as classes sociais mais baixas, continue bastante restrita”. O presidente da Anfavea, Igor Calvet, faz leitura semelhante: “Acredito que, para os veículos leves, 2027 ainda será um ano de expansão, mas com dois fatores de observação: começaremos a ter uma Arquivo Pessoal

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