437-2026-10

65 AutoData | Outubro 2026 O Brasil chega a 2027 diante de uma nova etapa da eletrificação. O desafio é integrar veículos, recarga, geração renovável e armazenamento de energia para que essa transformação ganhe escala e gere valor para o País. A mudança já se reflete no mercado. A BYD deverá encerrar 2026 com mais de 400 mil carros vendidos e mais de setecentos ônibus elétricos em circulação no Brasil. Em Camaçari, na Bahia, ampliamos nossa capacidade industrial e chegamos a 10 mil colaboradores contratados. Não se trata apenas de uma nova tecnologia, mas da formação de uma cadeia produtiva, com impactos sobre emprego e desenvolvimento tecnológico. Os veículos eletrificados ultrapassaram os limites de um mercado de nicho. O desafio agora é criar condições para que avancem em escala maior e alcancem cidades fora dos grandes centros. A infraestrutura de recarga é essencial, mas não basta: planejamento, financiamento Perspectivas para uma nova indústria de longo prazo e políticas públicas que deem previsibilidade aos investimentos são necessários. O transporte coletivo ajuda a dimensionar essa complexidade. A adoção de um ônibus elétrico vai além de substituir um modelo a diesel: exige avaliar autonomia, potência, tempo de recarga, disponibilidade de energia, perfil das rotas e custo ao longo da vida útil. O mesmo olhar é necessário para o armazenamento de energia. A evolução tecnológica é contínua: ampliar eficiência e autonomia, reduzir o tempo de recarga, aprimorar a segurança das baterias e integrar veículos, carregadores e sistemas de gerenciamento de energia. Por isso, o desafio brasileiro está na coordenação entre regulação, infraestrutura, financiamento e indústria. Preservar a competitividade exige eficiência, infraestrutura, profissionais qualificados e um ambiente favorável à inovação. As oportunidades estão na expansão da eletrificação, na integração entre software e automóvel e em soluções de energia e recarga adaptadas ao mercado nacional. Nosso Centro de Testes e Avaliação Automotiva, no Rio de Janeiro, aproxima engenharia, pesquisa e consumidor. A chegada de novos fabricantes amplia a diversidade de produtos e tecnologias, oferece opções ao consumidor e estimula a indústria a inovar e ganhar eficiência. Em 2027, a discussão irá além dos modelos que chegarão às concessionárias. Estará em pauta o futuro da indústria que queremos construir. Na BYD escolhemos continuar investindo no Brasil, produzindo localmente, formando profissionais e desenvolvendo tecnologia. A mobilidade do futuro é uma oportunidade de fortalecer a indústria e impulsionar o desenvolvimento do País. Divulgação/BYD Alexandre Baldy é vicepresidente sênior da BYD no Brasil PERSPECTIVAS 2027 » OPINIÃO/BYD

RkJQdWJsaXNoZXIy NjI0NzM=