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» EDITORIAL AutoData | Outubro 2026 Diretor de Redação Leandro Alves Conselho Editorial Isidore Nahoum, Leandro Alves, Márcio Stéfani, Pedro Stéfani, Vicente Alessi, filho Redação Pedro Kutney, editor Colaboraram nesta edição André Barros, Andrea Ramos, Arthur Caldeira, Lúcia Camargo Nunes, Natasha Werneck, Rúbia Evangelinellis, Soraia Abreu Pedrozo Projeto gráfico/arte Romeu Bassi Neto Fotografia DR/Divulgação Capa IA Gemini Comercial e publicidade tel. PABX 11 3202 2727: André Martins, Luiz Giadas, Renato Vieira, Rosa Damiano, Valdir Vieira e Vanessa Vianna Atendimento ao cliente tel. PABX 11 3202 2727 Departamento administrativo e financeiro Isidore Nahoum, conselheiro, Thelma Melkunas, Hidelbrando C de Oliveira ISN 14157756 AutoData é publicação da AutoData Editora e Eventos Ltda., Av. Guido Caloi, 1000, bloco 5, 4º andar, sala 434, 05802-140, Jardim São Luís, São Paulo, SP, Brasil. É proibida a reprodução sem prévia autorização e permitida a citação com identificação da fonte. Jornalista responsável Leandro Alves, MTb 30 411/SP autodata.com.br AutoDataEditora autodata-editora autodataseminarios autodataseminarios Por Pedro Kutney, editor Rumo incerto, transformação certa Se o rumo de 2027 para a indústria automotiva ainda é incerto, pois depende de fatores políticos e econômicos, o que está absolutamente certo é a continuação da rota de transformação profunda do setor. Os dados até agora mostram que 2026 será encerrado como um ano melhor do que era esperado, com mercado na casa dos 3 milhões de veículos vendidos, número que não se via desde o distante 2014. O crescimento, em torno de 15% ao fim deste ano, foi desigual, com alta expressiva esperada de mais de 16% para veículos leves e baixa de 6% a 7% para os pesados – o que também pode ser considerado um bom desempenho em face dos ventos contrários. A grande diferença do atual mercado de 3 milhões para aqueles de anos atrás é que a indústria nacional não aproveitou o mesmo desempenho: 2026 deve fechar na casa de 2,8 milhões de veículos fabricados aqui, em alta estimada de quase 7% sobre 2025, porcentual que representa menos da metade da expansão das vendas domésticas. O hiato está no recuo das exportações, de 23% de janeiro a setembro, e expressiva alta, acima dos 20%, das importações, que devem superar 600 mil unidades – isto sem contar carros importados em kits CKD/SKD para montagem local disfarçada de produção nacional, que pode ultrapassar 150 mil este ano. Outra grande diferença para o passado está nos veículos, que mais rápido do que se imaginava assimilaram avanços tecnológicos, incluindo a eletrificação em diferentes níveis, oferecendo opções a preços que os consumidores brasileiros não estavam acostumados. As apostas para 2027 apuradas nesta edição de AutoData são de, no mínimo, repetição do cenário atual. Ninguém antecipa grandes quedas, tampouco altas expressivas. Espera-se por redução de juros que possam suavizar as prestações dos financiamentos, contudo já está feito o estrago das altas taxas dos últimos anos, que junto com as bets elevaram a inadimplência e tornaram os bancos mais seletivos e avessos ao risco de conceder crédito. Este cenário segue alimentando o que já está sendo chamado de maior ciclo de transformação do setor automotivo do País. A principal disrupção vem da expansão das vendas de modelos eletrificados, em grande número importados da China, montados ou desmontados, com tecnologias e preços que a indústria nacional pouco consegue acompanhar. O setor automotivo seguirá ajustando sua rota em 2027, mas a direção a ser tomada depende de políticas públicas que dosarão a intensidade das mudanças e que definirão se o País desenvolverá tecnologias e proporá caminhos ou simplesmente seguirá o que lhe apresentarem.

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