73 AutoData | Outubro 2026 O ano de 2027 será decisivo para a indústria automotiva brasileira transformar investimentos em competitividade. A nova etapa da Reforma Tributária, o avanço do Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) e a evolução tecnológica exigirão decisões estratégicas em um cenário global incerto. Mais do que acompanhar essas transformações, o Brasil precisa ampliar sua capacidade de competir e fortalecer seu protagonismo na indústria automotiva mundial. O país reúne ativos importantes para isso: cadeia produtiva consolidada, centros de engenharia e desenvolvimento, profissionais qualificados e um dos maiores mercados automotivos do mundo. Mas, diante da competição internacional e da instabilidade nas cadeias de suprimentos, custos de produção, segurança jurídica e acesso à inovação serão determinantes para atrair investimentos. Nesse contexto, a Reforma Tributária e o Mover representam oportunidades para O Brasil diante de uma nova indústria automotiva melhorar o ambiente de negócios, estimular a eficiência energética, a inovação e a descarbonização. O desafio é transformar esses avanços em condições efetivas de competitividade para a produção nacional. A transição energética também exige pragmatismo. Em uma região diversa como a América do Sul, não há solução única para a mobilidade. A experiência brasileira com biocombustíveis, combinada a tecnologias híbridas e à eletrificação, permite reduzir emissões sem perder de vista a acessibilidade e as necessidades dos consumidores. Na Stellantis, essa visão se traduz em uma estratégia multienergética, baseada na liberdade de escolha do cliente. Líder de mercado na América do Sul há cinco anos consecutivos, a companhia comercializou mais de 700 mil veículos na região entre janeiro e setembro de 2026 e realizou 17 lançamentos e atualizações de produtos, incluindo tecnologias MHEV e REEV. Nosso ciclo de investimentos de R$ 32 bilhões até 2030 fortalece a engenharia, a produção e o desenvolvimento de novas soluções. No Brasil, a integração entre engenharia, design e manufatura permite criar tecnologias e produtos alinhados às características da região, aproximando inovação e produção. Para sustentar esse avanço, será essencial enfrentar a volatilidade cambial, as pressões de custos e as incertezas comerciais com previsibilidade e estabilidade. O Brasil tem a oportunidade de consolidar sua posição como polo estratégico da indústria automotiva global. Isso exigirá políticas públicas consistentes, investimentos privados e capacidade de transformar tecnologia em produtos competitivos, alinhados às expectativas dos consumidores. Em 2027, a questão não será apenas quais tecnologias vão mover os veículos, mas quais decisões vão mover a indústria brasileira para o futuro. Divulgação/Stellantis Herlander Zola é presidente e COO da Stellantis América do Sul PERSPECTIVAS 2027 » OPINIÃO/STELLANTIS
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