Guia_Caminhoes2017
Guia da Indústria de Caminhões, Implementos e Componentes Novembro | 2017 9 lassedesignen/Shutterstock Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul, que definiu a crise atual como pior que a de 1929, é um dos que aposta em dois dígitos de crescimento. Pondera, no entanto, que a recupe- ração da economia será lenta, mas identificou si- nais promissores, como o aumento do tráfego de veículos nas estradas e das vendas de papel corru- gado, usado nas embalagens de produtos. Barion é mais cauteloso, trabalhando com variações de 5% a 10%, embora reconheça ser mais realista um índice mais elevado. Bernardo Fedalto, diretor comercial de cami- nhões da Volvo, considera factível o crescimento de até 20% nos segmentos de semipesados e pe- sados, nos quais a marca atua. As vendas inter- nas de pesados, por sinal, somavam até outubro volumes de 14,5 mil unidades, alta de 14% sobre o mesmo período do ano passado e baixa de 5% com relação aos números totais. O presidente global do Grupo Volvo, Martin Lundstedt, e Claes Nilsson, CEO da Volvo Trucks, manifestaram otimismo com a recuperação da economia brasileira. Ao destacar que picos e vales existem em todas as economias, Lundstedt desta- cou que o Brasil dá sinais efetivos de retomada. Para ele, o País é um dos que mais tem potencial para crescer no longo prazo, garantindo a conti- nuidade de investimentos. “O Brasil é líder em vários segmentos, como mineração, agricultura e transporte de longa distância, e absorve tecnolo- gias com facilidade”. Nilsson acrescentou percep- ção de que o “Brasil está saindo do fundo do poço, apresentando sinais saudáveis de recuperação”. DESCOLANDO DE BRASÍLIA – Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO para a América Latina, é outro que estima cres- cimento de 20% do mercado brasileiro no próxi- mo ano. Destacou que a maioria dos segmentos tem demonstrado reação, bem como a economia como um todo. “Fatores como inflação controlada e juros mais baixos devem motivar as empresas a renovar ou ampliar suas frotas”, projeta. Roberto Leoncini, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões e Ônibus da Merce- des-Benz, acrescenta que o nível de consulta por parte dos clientes vem aumentando de forma consistente, confirmando uma forte tendência de recuperação do mercado. Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America, corrobora com a visão de crescimento de 20%. Observa que o mercado está em recupe- ração desde o início do segundo semestre, o que pode ajudar a manter bom nível de evolução. “É um índice interessante, mas sobre uma base pou- co expressiva, à medida que o mercado de cami- nhões despencou de quase 173 mil em 2011 para pouco mais de 50 mil e 500 unidades em 2016”. Ele comemora o fato de a economia reagir mesmo diante dos problemas políticos. “As pessoas estão entendendo que o que acontece em Brasília não afeta os seus negócios e começaram a fazer cota- ções”, avaliou. A Paccar espera que 10% das suas vendas de caminhões, algo como 200 mil unidades, sejam fora dos Estados Unidos. Para chegar lá precisa acrescentar em torno de 30 mil. Parte deste volu- me deve vir do mercado brasileiro. Luís Gambim, diretor comercial da DAF no Brasil, vinculada à Paccar, anuncia como meta para 2018 a venda de 1,1 mil caminhões, o que representa alta de 40% sobre os volumes atuais. O diretor geral da Scania, Roberto Barral, assi- nala que as vendas da companhia crescem, men- salmente, tendo alcançado alta de 20% no acu- mulado de janeiro a outubro sobre igual período do ano passado. As 4 mil 321 unidades entregues são 2% superiores a todo volume do ano passado. Credita à grande safra agrícola o crescimento al- cançado em 2017 e o pretendido em 2018.
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