São Paulo – Enquanto finalizam os preparativos para iniciar sua produção no Brasil GWM e BYD buscam fornecedores locais para reduzir a dependência de componentes importados. Diego Fernandes, COO da GWM, e Dênis Onishi, diretor sênior de vendas e negócios da BYD, participaram do Seminário Brasil Elétrico 2024, realizado por AutoData, discorreram sobre o processo de nacionalização de componentes.
O foco inicial são os pneus, garantiram: “Prioridade máxima são os pneus”, afirmou Fernandes, que procura parceiros para a operação de Iracemápolis, SP. “Estamos conversando com alguns fornecedores, assim como os de tecnologia flex, na que precisamos avançar o mais rápido possível para oferecer em nossos modelos híbridos. Também olhamos para a parte de bancos, vidros, pintura e componentes elétricos”.
Onishi disse que a BYD negocia com fornecedores para sua operação em Camaçari, BA, e também busca fabricantes de pneus: “Esta é uma das partes mais sensíveis e estamos conversando com as empresas locais. Queremos avançar rapidamente de uma operação SKD, que erá o nosso início, para uma produção local. Será necessário o desenvolvimento de fornecedores locais e conversas estão ocorrendo em Camaçari e em outras regiões”.
Para a GWM a meta é chegar a 60% de conteúdo local nos próximos três anos, índice que permite à empresa exportar para países com os quais o Brasil mantém acordos comerciais sem imposto. A fábrica nacional será a terceira maior da montadora fora da China e o seu projeto foi concebido com foco em explorar toda a região, disse Fernandes.
Ricardo Bastos, o presidente da ABVE, que participou do painel com Fernandes e Onishi, brincou que, ao fim do evento, faria contato com algumas associadas da entidade, pois existem muitas oportunidades com as duas montadoras. O executivo afirmou que empresas da área de sistemas e de eletropostos estão se preparando para se habilitar ao Mover, Programa de Mobilidade Verde e Inovação, e que ajudarão as montadoras a atingirem o índice de nacionalização que buscam:
“Temos muitas associadas que se habilitarão ao Mover e ajudarão no avanço do índice de componentes nacionais da GWM e da BYD. O Mover chegou para ajudar a indústria nacional a dar um grande salto nos desenvolvimentos tecnológicos e tenho certeza que até o fim do programa teremos a produção local de células de baterias, pois atualmente só fazemos a montagem”.