São Paulo – A integração de fatores favoráveis da economia com a expectativa de avanço nos programas governamentais levam a um cenário positivo para o segmento de caminhões e ônibus, declarou Roberto Cortes, presidente da Volkswagen Caminhões e Ônibus, durante o Seminário AutoData Revisões das Perspectivas 2024.

Com isto a expectativa do executivo é a de que o segmento finalize o ano com uma alta em V, saindo das 129 mil unidades emplacadas em 2023 para 146 mil, alta de 14% e volume semelhante a 2022.

De janeiro a maio de 2024 a produção de caminhões cresceu 9%, e a de ônibus foi além, 14%. Os emplacamentos tiveram alta de 4% e 3%, respectivamente, e as exportações avançaram 21%.

Para o presidente Cortes compõem o potencial de crescimento da indústria de pesados as perspectivas de crescimento do PIB, a redução das taxas de juros tornando o ambiente mais favorável ao crédito, a continuação das vendas para o agronegócio, o crescimento maior do que o esperado na construção civil e nas entregas urbanas, o bom momento das exportações, o aumento dos investimentos em infraestrutura que demanda mais caminhões, o Programa Caminho da Escola, outros programas do governo, novas formas de vendas, como o aluguel, e a necessidade de uma renovação de frota.

Com essa tendência de alta Cortes ratifica as previsões da Anfavea em 14%. Mas ele faz uma constatação: o crescimento em V, depois da queda de 30%, se é bom, ainda está longe dos volumes do passado, que chegaram a 190 mil unidades.

“A constatação é que está melhorando [o ambiente de negócios] mas estamos muito longe de onde já estivemos. Temos uma preocupação, sem querer tirar a beleza do momento, que é a alta capacidade instalada de 400 mil unidades e uma ociosidade de 70%.”

Segundo apresentou Cortes mesmo se o mercado crescer 30% a ociosidade será de 60%. Chegar às 200 mil unidades é possível com o crescimento da economia e maior disponibilidade de crédito com a redução da taxa de juros.

O presidente da VWCO espera por políticas de incentivos para a venda de produtos com redução de emissão de carbono, com ônibus e caminhões elétricos e movidos a biocombustíveis, incentivos à infraestrutura elétrica e a adoção perene de renovação de frotas. 

“Não queremos subsídios. Queremos incentivos à descarbonização.”

Com um ciclo de investimentos de R$ 2 bilhões iniciado em 2021 e finalizando em 2025 a VWCO investe em novas tecnologias de propulsão, em digitalização e conectividade, novos serviços, descarbonização e em seu processo de internacionalização.