São Paulo – A indústria de ônibus nacional tem um horizonte positivo e recheado de fatores que deverão impulsionar o volume de produção e de vendas até o fim do ano que vem. Ruben Bisi, presidente da Fabus, entidade que representa as fabricantes de carrocerias, afirmou durante o Fórum AutoData Perspectivas Ônibus 2024 que a projeção da entidade é de alta 19,1% na produção até dezembro, chegando a 23 mil 365 unidades.
Ele citou uma série de fatores positivos que deverão impulsionar a indústria, como os investimentos externos em infraestrutura somados aos aportes por meio do PAC Seleções, PAC 3 que oferece R$ 10,6 bilhões para a compra de 5,3 mil veículos pelas prefeituras, volume que deverá ser negociado em sua maior parte no ano que vem:
“Também temos investimentos do Fundo Clima, aumento do turismo pós-pandemia, que está elevando as vendas de rodoviários, preço dos combustíveis e das passagens aéreas, que trazem mais passageiros para as viagens de ônibus a lazer, retomada das exportações, principalmente para o continente africano, maior demanda por veículos elétricos e o crescimento do PIB”.
Os fatores citados por Bisi deverão impulsionar a produção nos próximos dois meses, saindo da média de 1,8 mil ônibus/mês para 1,9 mil/mês. Em dezembro este volume deverá cair por causa do menor número de dias úteis, uma vez que as empresas paralisarão a produção e concederão férias coletivas.
Para o ano que vem os mesmo fatores de 2024 seguirão impulsionando os negócios e Bisi projeta uma alta de 5% na produção, chegando a 24 mil 570 unidades, que só não será maior porque o crescimento projetado para 2024 é muito forte. Outro fator que pode impedir uma expansão maior no ano que vem é o Caminho da Escola, pois ainda não se sabe se haverá um novo pregão do programa para comercialização do volume que não será atendido este ano.
Mas existem também algumas incertezas que podem trazer riscos para a indústria de ônibus, caso das dúvidas sobre a continuidade do programa Caminho da Escola para o ano que vem, o real crescimento do PIB, aumento do preço das passagens no transporte urbano e o Marco Legal do Transporte Público, dentre outros:
“O programa de renovação de frota também é muito importante, pois precisamos tirar os veículos Euro zero das ruas e substitui-los por veículos menos poluentes. Seria uma forma de elevar a produção da indústria sem o crescimento do mercado. Mais: um Euro zero em operação emite a mesma quantidade de CO2 que dezoito unidades de um Euro 6”.