São Paulo – Após o ano passado com demanda em queda no mercado brasileiro de máquinas agrícolas, da ordem de 20%, a expectativa de Cláudio Brizon, diretor de compras da CNH Industrial, dona das marcas Case e New Holland, é manter o orçamento de 2024 para o planejamento de 2025: investimento de US$ 1,4 bilhão em compras de peças, componentes e serviços.

Está em linha com a expectativa da companhia para o mercado de máquinas, de repetir o desempenho do ano passado: “A questão do crédito ainda dificulta muito o investimento dos produtores na renovação da frota. Os financiamentos estão caros, o custo do capital está elevado. Este ano será mais de manutenção dos equipamentos, sem grandes compras”.

O segmento de construção traz boas expectativas, com algumas obras, ainda que pontuais, saindo do papel e fazendo empresas irem ao mercado buscar novos equipamentos. E para 2026 Brizon está mais otimista, esperando recuperação. 

O diretor de compras da CNH Industrial conversou com a reportagem da Agência AutoData após a cerimônia do Supplier Excellence Awards 2025, em São Paulo. Nela foram apresentados os resultados da primeira fase do SSP, Strategic Sourcing Program, programa de reorganização da cadeia de fornecedores da companhia. Sessenta novas empresas foram incorporadas às compras da CNH, de segmentos como transmissões, materiais de fricção, fluidos, sensores, chicotes, filtros, plásticos.

“Não buscamos apenas o menor preço nesta revisão na forma de fazer negócios com fornecedores: olhamos todo o contexto, a competitividade, estrutura, engenharia, transporte, qualidade. Existem casos em que até para fábricas do Exterior as peças estão sendo enviadas, em contratos de cinco anos. Agora vamos à fase 2, com outros grupos de componentes.”

A ideia, segundo Brizon, é alongar em prazo e estreitar em parceria o relacionamento com os fornecedores, dentro de uma visão mais global. E não necessariamente apenas um será eleito em cada grupo de componentes. Somente nesta segunda fase a expectativa é, em cinco anos, desembolsar US$ 8,5 bilhões em compras globais.